sábado, 26 de maio de 2012

NOTÍCIAS EDUCACIONAIS



ENEM ABRE INSCRIÇÃO NA SEGUNDA-FEIRA COM NOVAS REGRAS PARA CORRIGIR REDAÇÃO


Ministério da Educação (MEC) reduziu em cem pontos a diferença máxima que poderá haver entre as notas dadas pelos dois corretores para que o texto siga para um terceiro avaliador


As inscrições para a próxima edição do Exame Nacional do Ensino médio (Enem) começarão na próxima segunda-feira, às 10 horas, e seguirão até as 23h59 do dia 15 de junho, informou ontem o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Alvo de contestação de estudantes e brigas judiciais, a correção das redações passará por mudanças. Conforme o Estado antecipou, o Ministério da Educação (MEC) reduziu em cem pontos a diferença máxima que poderá haver entre as notas dadas pelos dois corretores para que o texto siga para um terceiro avaliador.

Graças a um acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF), os Alunos terão acesso, apenas para fins pedagógicos, às redações corrigidas, a partir deste ano. Isso não significa, porém, que o estudante poderá recorrer da nota concedida.

Assim como em 2011, todas as redações passarão por dois corretores. Agora, se a diferença entre as duas notas for superior a 200 pontos - não mais 300 -, um terceiro corretor fará outra avaliação. Se mesmo assim a discrepância continuar, a redação seguirá para uma banca de três pessoas, que dará a nota final.

O MEC também instituiu uma nota máxima de discrepância - 80 pontos - dentro de cada uma das cinco competências avaliadas na redação. Ou seja: mesmo que um estudante receba 640 pontos do primeiro corretor e 480 pontos do segundo (diferença inferior a 200 pontos), se numa das cinco competências receber 160 pontos do primeiro e 40 do segundo (diferença superior a 80 pontos), a redação será submetida a uma terceira análise.

Entre as competências da redação estão a demonstração de "domínio da norma padrão da língua escrita" e de "conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação". Como consequência, haverá aumento no número de redações submetidas à terceira correção - segundo o MEC, o número de corretores passará de 3 mil para 4,2 mil, para atender à demanda.

"Redação sempre tem subjetividade e precisamos ter segurança. Essa grade de análise dará um salto de qualidade em relação ao que tínhamos. Haverá um aumento de custo, mas ele será muito menor do que o de um equívoco na correção. Todo esse procedimento de correção é mais exigente, toda a preparação será mais rigorosa", disse Mercadante, durante coletiva de imprensa ontem em Brasília. O ministro, porém, foi taxativo na mensagem aos que se submeterão à prova: "Não muda nada para quem vai fazer a redação".

Para informar os estudantes sobre as habilidades avaliadas, o MEC deve divulgar em julho um guia com exemplos de bons textos e um detalhamento do que se espera em cada competência.

Foi mantida a parceria com a empresa de gestão de riscos Módulo - o número de itens do check-list que mapeiam as etapas do exame saltou de 1.276 para 3.439. O Inmetro voltará a acompanhar o trabalho na gráfica.

Outra mudança anunciada é o aumento da nota de corte para quem se submeter à prova para obter certificação de Ensino médio - serão necessários 450 pontos em cada área do conhecimento, ante 400 da edição passada. A pontuação mínima na redação continua sendo 500 pontos.

Cronograma. O prazo final para o pagamento da inscrição será 20 de junho - a taxa é de R$ 35. A divulgação dos gabaritos será feita em 7 de novembro e dos resultados individuais, 28 de dezembro. Ao todo, o Enem mobilizará cerca de 400 mil pessoas neste ano, que estarão envolvidas direta ou indiretamente na aplicação da prova em 140 mil salas de aula. O edital do próximo Enem deve ser publicado hoje no Diário Oficial da União. A prova será novamente aplicada pelo consórcio Cespe/Cesgranrio, escolhido sem licitação - o contrato de R$ 372 milhões, firmado no ano passado, previa a realização de "duas ou mais edições".


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MARCHA NACIONAL EM SETEMBRO COBRARÁ RESPEITO AO PISO
                       

Uma paralisação nacional de 24 horas vai acontecer durante a Semana da Pátria, quando cerca de cinco mil trabalhadores vão marchar em Brasília por uma educação de qualidade. A mobilização foi definida ontem (25) durante da reunião do Conselho Nacional de Entidades, a primeira a ser realizada após a greve nacional promovida nos dias 14, 15 e 16 de março.

Durante o debate, chegou-se ao consenso de que, apesar do piso nacional dos professores estar na pauta da sociedade, a área educacional ainda não é tratada como prioridade. A Secretaria Geral da CNTE, Marta Vanelli, afirmou isso pode ser sentido na resistência dos prefeitos e governadores em pagar o piso, que tem ocasionado greves mais duras do que no ano passado. "Estamos lutando com os gestores independente dos partidos", afirmou. "No primeiro semestre tivemos uma luta acirrada. Embora haja poucos estados em greve agora (Bahia, Sergipe, Piauí), são greves emblemáticas, porque revelam a incompreensão sobre a lei do piso", salientou o presidente da CNTE, Roberto Leão.

A manifestação que será promovida no dia 5 de setembro tem como objetivo justamente reforçar a luta pela implementação completa da Lei do Piso. Além disso, os trabalhadores vão destacar a importância de se investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação. A marcha será precedida de uma vigília na Praça dos Três Poderes.


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