quarta-feira, 7 de junho de 2017

SEQUENCIA DIDÁTICA - ÁGUA: SABER CONSUMIR É NÃO DESPERDIÇAR



ÁGUA: SABER CONSUMIR É NÃO DESPERDIÇAR

  Objetivo: Promover situações de aprendizagens conceituais, procedimentais e atitudinais, quanto à importância da água para a manutenção da vida no planeta e como utilizá-la racionalmente, buscando soluções individuais e comunitárias em relação ao seu consumo.
Público Alvo: Ensino Fundamental - 4º e 5º Anos
Componentes curriculares priorizados:
Ciências
Geografia
 Matemática
Língua Portuguesa
Etapas: 10
 Tempo Estimado – 10 dias.


ETAPA 1 – CONHECIMENTO PRÉVIO – Água: definições e importância

Objetivos de aprendizagem
Definir o que é água e descrever sua importância;
Ler em voz alta com fluência.

Estratégias de Ensino
 Atividade em Grupo – dividir a turma em grupos para responder as seguintes questões: O que é água?  Podemos viver sem água? Justifique.
  Solicitar aos grupos que socializem as respostas, o professor pontua no quadro as respostas dadas, selecionando apenas o que as diferencia;
Ler o apanhado dos conhecimentos prévios sobre as questões e iniciar a ampliação dos conhecimentos sobre o tema, destacando os objetivos do estudo.

Recursos
Folha impressa com as questões para os grupos, caneta e borracha.

 Avaliação da Aprendizagem
 - Definiu satisfatoriamente o que é água? 
Justificou bem a importância da água?
 - Leu com fluência?


  
    ETAPA 2 – AMPLIANDO CONHECIMENTO - Água: um bem precioso da natureza

Objetivos de aprendizagem
Ampliar conceitos sobre a água e sua importância para a vida no planeta;
Ler com autonomia;
Localizar informação explicita em texto

Estratégias de Ensino
Atividade no grande grupo – leitura compartilhada do texto: Água: um bem precioso da natureza;
    Após a leitura compartilhada, realizar questionamento sobre informações explícitas do texto: conceito de água, estados físicos da água, cobertura da terra, mediante questionamentos orais.

Recursos
 Texto impresso - Água: um bem precioso da natureza

 Avaliação da Aprendizagem
Ampliou conceitos sobre a água e sua importância para a vida no planeta?
Leu com autonomia?
Localizou informação explicita em texto?



ETAPA 3 – AMPLIANDO CONHECIMENTO - Água: o recurso natural importante de nosso planeta

Objetivos de aprendizagem
Ampliar conceitos sobre a água e sua importância para a vida no planeta;
Escrever e Ler com autonomia;
Localizar informação explicita em texto.

Estratégias de Ensino
  Atividade em grupo – Listar 10 usos da água doce no cotidiano e socializar no grande grupo a lista produzida;
Propor a leitura compartilhada do texto: Água: o recurso natural para importante de nosso planeta;
  Após leitura, realizar questionamentos sobre informações explícitas no texto, confrontando-as com as listas produzidas previamente, ampliando assim, o repertório dos alunos sobre o uso da água doce no cotidiano dos humanos e na manutenção das outras formas de vida do planeta.

Recursos
Textos impressos – Lista de usos da água doce e texto do Água: o recurso natural para importante de nosso planeta e canetas

 Avaliação da Aprendizagem
Ampliou conceitos sobre a água e sua importância para a vida no planeta?
Leu e produziu texto com autonomia?
Localizou informação explicita em texto?


ETAPA 4 – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Curiosidades sobre a água

Objetivos de aprendizagem
Investigar algumas curiosidades sobre a água
Ler com autonomia;
Produzir texto com autonomia.

Estratégias de Ensino
Atividade em Dupla – Pesquisa na Internet – Curiosidades sobre a água
Cada Dupla registrará os resultados em cartaz e socializará os resultados no grande grupo.

Recursos
Computador, cartolina peso 40, lápis, caneta.

Avaliação da Aprendizagem
Investigou as curiosidades com autonomia?
Soube expressar-se sobre o assunto com propriedade?
Leu e produziu texto com autonomia (cartaz)?


    ETAPA 5  – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Consumo de água e racionamento

Objetivos de aprendizagem
Refletir sobre o desperdício de água e como proceder para economizá-la.
Produzir tabelas e gráficos

Estratégias de Ensino
Propor uma pesquisa sobre as atividades cotidianas em que os alunos mais desperdiçam  água, elencando os resultados numa Tabela de Desperdício de Água da Turma, previamente esboçada. O professor fará a mediação, questionando cada aluno e escrevendo os resultados. 

   Após a construção da tabela, fazer o resumo dos resultados através da elaboração do Gráfico de Desperdício de Água da Turma. Tendo a tabela como referencia para construção do gráfico, o professor fará a mediação, questionando quanto aos resultados e como deverá ser estruturação do gráfico, com posterior leitura geral para a turma.

Feito o gráfico, realizar a leitura compartilhada do texto: Consumo de água e racionamento, fazendo    um paralelo do texto com os resultados encontrados de desperdício da turma e refletindo sobre algumas atitudes necessárias para economizar água.

Recursos:
Cartolinas peso 40, pincel atômico, texto impresso.

Avaliação da Aprendizagem
Soube expressar-se sobre o assunto com propriedade?
Fez a leitura e análise de dados de maneira satisfatória?
Compreendeu estruturalmente como é possível criar um gráfico?


ETAPA 6 – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Qual a importância da água para os membros da comunidade?

Objetivos de aprendizagem
Investigar a importância da água na visão das pessoas da comunidade;
Ler, escrever com autonomia.

Estratégias de Ensino
Atividade em Dupla – Pesquisa – Qual a importância da água para os membros da comunidade?
   Elaborar questionário (ou utilizar a sugestão de questionário em anexo), ler com os alunos  as questões propostas, explicar os procedimentos de pesquisa de rua, enviar como atividade para casa;
Cada Dupla socializará os resultados da pesquisa na aula seguinte.

Recursos
Questionário de pesquisa, lápis, caneta, borracha.

Avaliação da Aprendizagem
Investigou a importância da água para as pessoas da comunidade?
Leu e produziu e analisou texto com autonomia?


ETAPA 7 – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Ausência de chuvas e suas implicações para a vida na comunidade

Objetivos de aprendizagem
Discutir os resultados da pesquisa realizada junto à comunidade;
Refletir sobre as secas na região nordeste e suas implicações para a vida da população do campo.

Estratégias de Ensino
Socialização dos resultados da pesquisa da Atividade para Casa– Pesquisa: Qual a importância da água para os membros da comunidade?
Avaliação geral da atividade de pesquisa e mediante algumas questões lançadas pelo professor, sobre a situação das comunidades rurais quanto a falta de chuva.
    Leitura Compartilhada e discussão sobre o Noticiário: Mais de 850 municípios brasileiros enfrentam problemas por falta de água em 2017.

Recursos
Questionário de pesquisa e Texto impresso (noticiário)

Avaliação da Aprendizagem
Realizou, apresentou e discutiu satisfatoriamente os resultados da pesquisa?


ETAPA 8 – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Consumo de água no mundo

Objetivos de aprendizagem
Conhecer os principais países que mais consumem água no mundo e a recomendação da ONU quanto ao consumo diário por pessoa.

Estratégias de Ensino
Apresentar uma lista com os países que mais consumem água no mundo;
Fazer a leitura e análise da lista como os alunos;
  Refletir sobre o consumo de água diário dos alunos, tendo como parâmetro a recomendação da ONU, propondo aos alunos que observem o comprovante de consumo de água mensal emitido pela companhia de água.

Recursos
Lista de consumo de água.

Avaliação da Aprendizagem
Participou das discussões satisfatoriamente?
Mostrou-se sensível quanto à problemática?


ETAPA 9 – AMPLIANDO CONHECIMENTO – O perigo das águas poluídas

Objetivos de aprendizagem
Refletir sobre os perigos das águas poluídas para a vida dos seres humanos;
Discutir sobre poluição das águas na comunidade.

 Estratégias de Ensino
Exposição do vídeo - Doenças transmitidas pela água poluída;
  Conversar com os alunos sobre como eles costumam de portar nos períodos chuvosos, como conservam a água em casa, destacando os perigos pelos quais a população passa em decorrência da utilização de água poluída.

Recursos
Vídeo - Doenças transmitidas pela água poluída.

Avaliação da Aprendizagem
Discutiu satisfatoriamente o conteúdo do vídeo?
Fez relação do conteúdo apresentado com suas vivencias?


  ETAPA FINAL – CONSOLIDAÇÃO DAS APRENDIZAGENS–  Água: saber consumir é não desperdiçar

Objetivos de aprendizagem
   Interagir com a comunidade, no intuito de sensibiliza-la acerca da importância da água para a vida, seu consumo responsável.  

Estratégias de Ensino

Para a mobilização junto à comunidade – sugestões

  Sugestão 1 -  Tendas Reflexivas - Exposição de trabalhos para a comunidade – Um resumo do estudo realizado em sala, por meios de 03 tendas (3 grupos de trabalho), nas quais os alunos tratariam em, separado, os temas específicos: A importância da água para a    manutenção da vida(T1) – Agua - consumo e desperdício(T2) -  Os perigos da poluição das águas para os seres humanos (T3); utilizando-se de diferentes estratégias de exposição: vídeos, cartazes educativos, painéis temáticos, apresentações musicais, dentre outras.

Sugestão 2 - Folheto Informativo – elaboração de um resumo geral do estudo – posteriormente realizar panfletagem na comunidade, objetivando sensibilizar quanto a necessidade de preservação desse recurso natural.

Recursos
Materiais a serem selecionados pelo grupo, conforme escolha de estratégias de exposição.

Avaliação da Aprendizagem
Engajou-se no trabalho de mobilização?
Demonstrou domínio quanto a problemática?


ANEXOS 


      QUESTÕES PRÉVIAS
ÁGUA: definição e importância


         O que é água? 


         Podemos viver sem água? Justifique.



Texto 1 - Água: um bem precioso da natureza
A água é um composto químico formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Sua fórmula química é H2O. Porém, um conjunto de outras substâncias como, por exemplo, sais minerais juntam-se a ela. Nos oceanos, por exemplo, existe uma grande quantidade de sal misturada a água.
 A água pura não possui cheiro nem cor. Ela pode ser transformada em gelo (solidificação) quando está numa temperatura de zero grau Celsius. A água ferve quando atinge a temperatura de 100 graus Celsius (no nível do mar).
Cerca de três quartos da superfície do planeta Terra é coberto por água. Em função deste aspecto, nosso planeta, visto do espaço, assume uma cor azulada. Sem este líquido precioso o ser humano não teria se desenvolvido neste planeta. Basta dizer que o corpo do ser humano é quase totalmente formado por água. A água também é fundamental para a vida dos outros animais e plantas do nosso planeta.
 A água é extremamente importante para o homem. Na antiguidade, por exemplo, as grandes civilizações se desenvolveram às margens de rios. Os egípcios, por exemplo, dependiam das águas do rio Nilo para quase tudo. A civilização da Mesopotâmia também utilizou este recurso natural dos rios Tigre e Eufrates.


  
Quais os principais usos da água doce?







Texto 2 - Água: o recurso natural para importante de nosso planeta

Antes de tudo é sempre bom lembrar que sem água não haveria vida em nosso planeta. Ela é de extrema importância para a vida de todos os seres vivos que habitam a Terra. Embora este recurso seja encontrado em abundância em nosso planeta (cerca de 70% da superfície é composto por água), somente 4% da água é doce, ou seja, própria para o consumo. Levando em conta que a população mundial atual é de sete bilhões de habitantes e continua crescendo, é de fundamental importância que o ser humano busque formas de usar a água de forma racional e inteligente. Economizar água para que não falte no futuro é o grande desafio ambiental neste início de milênio.
 Importância da água doce para os seres humanos (principais usos da água):
- Funcionamento e manutenção do corpo humano.
 - Irrigação na agricultura (produção de alimentos para os seres humanos). Uso também na pecuária (criação de gado).
 - Funcionamento dos ecossistemas (fauna e flora), tanto aquáticos quanto terrestres.
 - Uso da água na produção industrial (bens materiais, medicamentos, alimentos industrializados, etc.).
 - Geração de energia nas usinas hidrelétricas.
 - A evaporação da água doce das principais fontes hídricas (rios, lagos, açudes e represas) são importantes na formação de chuvas e da umidade do ar.
                                  Disponível em:http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/agua.htm


Pesquisa - Curiosidades sobre a água
 - A água é formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio.
 - Á água é vital para a existência de todas as formas de vida conhecidas em nosso planeta.
 - A água cobre cerca de 70% da superfície da Terra.
 - Em condições normais de temperatura e pressão, a água é encontrada em estado líquido.
 - Cerca de 75% do corpo humano é composto por água.
 - Cerca de 70% da água existente na Terra é salgada (encontrada nos oceanos).
 - A água está presente nos cometas na forma de gelo. A cauda de um cometa é formada, principalmente, por água em estado gasoso (vapor).
 - Em pequena quantidade, a água em estado líquido é incolor. Em grande quantidade, como em lugares profundos, a água assume a cor azul-esverdeada.
 - Já no estado sólido (gelo) a água assume uma tonalidade azulada quando presente em grande quantidade.
 - Cerca de 70% da água doce do nosso planeta é usado nas atividades da agricultura.
 - O consumo residencial é responsável pelo consumo de, aproximadamente, 10% da água doce.
 - O ponto de ebulição da água (transforma-se em vapor) ocorre aos 100 ºC, desde que o processo ocorra num local ao nível de mar. Em altitudes maiores, onde a pressão atmosférica é menor, o ponto de ebulição da água é menor.
 - A água é o solvente mais utilizado no mundo, estando presente em diversas atividades industriais, domésticas e científicas.
 - A água pura conduz pouca energia elétrica.
 - A quantidade de água na superfície terrestre é de, aproximadamente, 1.386 milhões de quilômetros cúbicos.
 - Em diversas religiões a água é considerada um importante elemento purificador do corpo e da alma.
 - Na água mineral encontram-se diversos elementos químicos, principalmente minerais. Os principais são: sulfato de cálcio, sulfato de magnésio, cloreto de sódio, óxido de alumínio, óxido de silício, bicarbonato de magnésio, cloreto de potássio e sulfato de estrôncio.
 - A água é o composto químico presente em maior quantidade em nosso planeta.
 - A água pode ser encontrada em três estados: sólido (gelo), líquido e gasoso (vapor).
 - As nuvens são formadas, principalmente, por água em estado gasoso (vapor).
 - No planeta Terra existe cerca de 1,4 trilhão de metros cúbicos de água.
 - A água possui elevada capacidade térmica (absorver ou perder calor) em comparação a outras substâncias comuns, quando submetidas a mesma temperatura.
                        Disponível em: http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/agua.htm


Texto 3 - Consumo de água e racionamento
A água é um bem precioso que deve ser consumido de forma racional. Estudiosos apontam que, futuramente, a água poderá se tornar rara caso continue ocorrendo desperdício. Em algumas regiões do mundo, principalmente nas mais pobres, já ocorre a falta de água.
 Dicas de racionamento e tratamento de água no dia-a-dia:
 - Não use água para lavar carros e calçadas;
- Ao escovar os dentes, feche a torneira;
- Tome banhos mais curtos, ensaboando o corpo antes de ligar o chuveiro;
- Acabe com os vazamentos em canos residenciais;
- Para quem tem piscina, evite trocar a água constantemente. Use procedimentos de tratamento de água;
- Ao tomar conhecimento de vazamento de água nas ruas, comunique imediatamente a empresa de água responsável ou a prefeitura.
- Junte uma boa quantidade de roupas antes de coloca-las na máquina de lavar;
- Ajude a combater a poluição das águas. Não jogue lixo nos rios e córregos. Não jogue óleo de cozinha no encanamento, pois este produto irá contaminar as águas. Um litro de óleo de frituras pode contaminar até um milhão de litros de água.
 Lembre-se: se todos economizarem a água não vai faltar. Racionando, podemos ajudar o meio ambiente e economizar dinheiro. Ganha-se duas vezes.


TABELA DE DESPERDÍCIO DE ÁGUA DA TURMA
NOME DO ALUNO
ATIVIDADE







PESQUISA JUNTO A COMUNIDADE
Qual a importância da água para os membros da comunidade?

Nome do pesquisado: _____________________________________________________
Anos completos: _________

Questões sugeridas:

1.            O que é água?

2.            Podemos viver sem água? Justifique.


3.            Você acha importante economizar água? Por quê?


4.            Em sua casa você gasta mais água fazendo que tipo de atividade?


5.            O que você fazia e tem deixado de fazer para poupar a água?


6.            Na comunidade, em quais atividades utilizamos mais água?


7.            Como você imagina que ficará a comunidade se tivermos um longo período sem chuvas?


Noticiário - MAIS DE 850 MUNICÍPIOS BRASILEIROS ENFRENTAM PROBLEMAS POR FALTA DE ÁGUA EM 2017

Fabíola Sinimbu e Líria Jade - Repórteres da Agência Brasil

Em 2017, em todo o Brasil, já são 872 as cidades com reconhecimento federal de situação de emergência causada por um longo período de estiagem. A região mais afetada é a do Nordeste e o estado da Paraíba é o que concentra maior número de municípios, com 198 que comunicaram o problema à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
O professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), explica que o que deflagra o processo da crise hídrica é o clima, mas a falta de planejamento faz com que a margem de segurança entre a oferta e a demanda seja muito pequena. “Com um bom planejamento e com investimentos, você consegue fazer uma gestão mesmo em situações de certa escassez de recursos”, explica. Para ele, o risco de insuficiência de água para o abastecimento ocorre quando o planejamento não é cumprido, na medida que a oferta vai se aproximando da demanda. “Neste caso, é preciso fazer um novo planejamento, com antecedência, e adotar as medidas necessárias, como investimentos em obras, para evitar a falta de abastecimento.”
O engenheiro explica que, no Distrito Federal, por exemplo, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) sabia desde o ano 2000 que “a partir de 2005 a demanda se aproximaria perigosamente da oferta”. “De maneira geral, as pessoas que trabalham com o planejamento conseguem antever quando vai começar a zona de risco, mas como o planejamento é longo prazo e os investimentos são altos, nem sempre eles são cumpridos.”
QUANTITATIVO DE MUNICÍPIOS COM RECONHECIMENTO VIGENTE POR ESTIAGEM/SECA
Com respectivamente 154 e 140 cidades em situação de emergência, os estados do Rio Grande do Norte e Ceará, também sofrem sem água. Segundo a meteorologista Morgana Almeida, chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta situação é reflexo de um acúmulo dos impactos causados pelo El Niño. “Temos que olhar para o retrovisor. O El Niño é um fenômeno que acontece há cinco anos e atingiu seu ápice nos últimos três, o que levou o semiárido nordestino a uma situação de seca excepcional e isto impacta diretamente nos reservatórios que abastecem as cidades da região.”
O estado do Ceará, por exemplo, vem enfrentando secas seguidas desde 2011, o que fez com que o volume de água armazenado esteja atualmente em 8,8% dos reservatórios, o menor em mais de vinte anos. Mesmo com uma das situações mais críticas no Brasil, ainda não houve racionamento de água no consumo da população cearense.
De acordo com o diretor de negócios do interior da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Helder Cortez, a companhia e representantes do estado e do governo federal se uniram para elaborar ações que buscassem reverter o problema hídrico em cada um dos municípios. Como resultado destas ações o estado conseguiu reduzir em média 21% o consumo por ligação na Região Metropolitana de Fortaleza. Para Helder esse resultado foi “fruto de uma campanha de comunicação e sensibilização da sociedade”, mas não garante ainda o reabastecimento dos reservatórios. “A recarga da região metropolitana de Fortaleza ainda está fraca. Se continuarmos assim deveremos fazer um novo estudo e talvez chegar a um contingenciamento mais severo.”
Na Bahia, desde o mês passado, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) determinou o racionamento de água 13 municípios da região Centro Norte do Estado, por causa da falta de chuvas. De acordo com a Embasa, a Bahia está enfrentando “a pior seca dos últimos 100 anos”. O racionamento atingiu as cidades de Jacobina, Pindobaçu Antonio Gonçalves, Campo Formoso, Serrolândia, Várzea do Poço, Caldeirão Grande, Ponto Novo, Filadélfia, Itiúba, Jaguarari, Andorinha e Senhor do Bonfim. Além dos municípios do Centro Norte da Bahia, estão em situação de alerta outros 81 municípios baianos.
Na Paraíba, o número de cidades com problemas de abastecimento de água devido à estiagem aumentou 60% em um ano. Segundo dados da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a quantidade de cidades em racionamento eram 102 no ano passado e, agora, são 198.
Outra região também afetada pelos efeitos do El Niño é o Centro-Oeste. O Distrito Federal decretou situação de emergência no fim de janeiro, quando sofreu reduções significativas no reservatório da Barragem do Rio Descoberto e atingiu o nível crítico abaixo de 20%. Diferente do estado do Ceará, ainda em janeiro o DF iniciou um calendário de racionamento que inicialmente atingiu 1,8 milhão de pessoas.
Com a estiagem e a diminuição do nível do segundo maior reservatório da região, o de Santa Maria, a região central de Brasília, o Plano Piloto, também foi incluído no racionamento, ficando de fora apenas a Esplanada dos Ministérios e os hospitais públicos.
Não é de hoje que o mundo chama a atenção para a importância da gestão racional da água, o debate é antigo e vem sendo reforçado ao longo da história com marcos como o Dia Mundial da Água, decretado em 1992, pela Organização das Nações Unidas, ou o Ano Internacional de Cooperação pela Água, que em 2013 foi dedicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para reflexão sobre o tema.
No entanto, mesmo com tantos reforços para lembrar sobre a importância dos recursos hídricos do planeta, as pessoas ainda não aprenderam a gerir de forma adequada a água. No Brasil, algumas cidades já percebem este impacto em seus cotidianos, a história continuará se repetindo se não houver mais conscientização. Este ano regiões Nordeste e Centro-Oeste são as mais afetadas, mas há um ano São Paulo, por exemplo superou a maior crise hídrica de sua história, que teve início em janeiro de 2014.

LISTA DE CONSUMO MUNDIAL DE ÁGUA
Lista* dos países que mais consomem água no mundo em valores per capita (litros por pessoa) em comparação com alguns dos que menos consomem ou que apresentam utilização moderada.
Lista de utilização diária média por pessoa dos países:
Estados Unidos – 575 litros por pessoa
Austrália – 495 litros por pessoa
Itália – 385 litros por pessoa
Japão – 375 litros por pessoa
México – 365 litros por pessoa
França – 285 litros por pessoa
Brasil – 185 litros por pessoa
Peru – 175 litros por pessoa
Reino Unido – 150 litros por pessoa
Índia – 135 litros por pessoa
China – 85 litros por pessoa
Nigéria – 35 litros por pessoa
Etiópia – 15 litros por pessoa
Recomendado pela ONU – 110 litros por pessoa
____________________________
* Fonte dos dados: Guia do Estudante (Editora Abril, 2009).

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - FESTAS JUNINAS: BOM QUE SÓ!

      





FESTAS JUNINAS: BOM QUE SÓ!

    
IDENTIFICAÇÃO
Objetivo: Promover situações de aprendizagens relacionadas ao contexto cultural das Festas Juninas.
Público Alvo: Ensino Fundamental – Ciclo de Alfabetização
Componentes curriculares priorizados:
História
Geografia
 Matemática
Arte
Língua Portuguesa
Etapas: 07
Tempo Estimado – 07 dias.


    ETAPA 1 – CONHECIMENTO PRÉVIO – O que tem nas Festas Juninas?

    Objetivos de aprendizagem
    Definir o que faz parte do contexto das festas juninas, Identificando costumes e tradições;
    Ampliar o repertório linguístico.

    Estratégias de Ensino
     Questionamentos Orais - Festa Junina: o que as pessoas fazem, comem, bebem, vestem,  dançam, brincam?

       Mural TemáticoFestas Juninas: bom que só! – Selecionar imagens diversas, de     diferentes contextos, expor no quadro e solicitar aos alunos (um a um) que escolha dentre as imagens aquelas que fazem parte do contexto das festas juninas;

       Lista de Palavras – tomando como referência o mural temático, propor a construção da lista das imagens do mural (individual ou coletivamente).

   Recursos
Imagens diversas, cartolina peso 40, pinceis atômico, cola, dentre outros.

  Avaliação da Aprendizagem
  Expressou-se bem oralmente sobre o tema?
 Selecionou as imagens conforme o contexto?
 Escreveu palavras com autonomia? Com ajuda? Não escreveu? Só transcreveu?


 ETAPA 2 – AMPLIANDO CONHECIMENTO –  Símbolos Juninos – Santos, fogueira, balões, caipiras, quadrilhas, comidas.

Objetivos de aprendizagem
Aprofundar a compreensão sobre os símbolos juninos

Estratégias de Ensino
Exposição Dialogada – Tomando por base o mural temático criado na etapa inicial, realizar uma exposição dialogada com os alunos sobre símbolos juninos, questionando-os sobre os mesmos.

Recursos
Mural temático

Avaliação da Aprendizagem
Foi participativo durante a exposição?


ETAPA 3 – AMPLIANDO CONHECIMENTO – Festas Juninas: o que mais gosto?
Objetivos de aprendizagem
Identificar o que a turma mais gosta nas festas juninas
Criar tabelas e gráficos coletivamente.

Estratégias de Ensino
Pesquisa - Propor aos alunos a realização de uma pesquisa para identificar o que a turma mais gosta nas festas juninas;

Criação de Tabela – Solicitar a cada aluno que expresse sua preferência, elencando os dados numa tabela previamente elaborada;

  Construção de Gráfico - Posteriormente, fazer o resumo dos dados e construir o gráfico das preferências da turma.

Recursos
Tabela para preenchimento, cartolina peso 40, pincel atômico, fita adesiva, etc...

Avaliação da Aprendizagem
Expressou-se bem no contexto das atividades?
Colaborou efetivamente na construção da tabela e do gráfico?


ETAPA 4 – AMPLIANDO CONHECIMENTO – Comidas típicas juninas

Objetivos de aprendizagem
Conhecer algumas comidas típicas;
Aprofundar o entendimento sobre o gênero textual receita, através da prática da elaboração de comida típica junina.

Estratégias de Ensino
  Questionamentos Orais: Tendo a cultura do milho como referência, levar alguns alimentos  que são feitos com o milho, como ingrediente principal, tais como: bolo, canjica, pamonha,       pipoca.  Questionar aos alunos sobre esse alimento: se gostam? Se já comeram esse tipo de alimento? Se conhecem seus benefícios para alimentação? Fazer uma breve explanação        sobre seus benefícios e as razões pelas quais é ingrediente típico no preparo de comidas das festas juninas.

Elaboração de Receita - Propor a produção da receita de pipoca, destacando cada etapa    para construção da mesma: ingredientes, modos de fazer, contextualizando assim o gênero;

Escrita coletiva - Posteriormente, realizar a produção escrita coletiva da receita da pipoca  com os alunos – relembrando cada passo: ingredientes, modos de fazer, forma de organizar o gênero e escreve-lo, etc..

Recursos
Milho, óleo, sal, comidas prontas, lápis, cadernos, dentre outros.

Avaliação da Aprendizagem
Expressou-se bem no contexto das atividades?
Ampliou o entendimento quanto ao gênero textual receita?


    ETAPA 5 – AMPLIANDO CONHECIMENTO – jogos e brincadeiras juninas

Objetivos de aprendizagem
Vivenciar alguns jogos e brincadeiras juninas.

Estratégias de Ensino
  Jogos e brincadeiras - Propor aos alunos a vivência de alguns jogos e brincadeiras típicos do período junino:
Dança da laranja;
Corrida do saco;
Corrida do ovo na colher;
Pescaria, etc...

Recursos
 Frutas, sacos, ovos, caixa para pescaria, dentre outras.

 Avaliação da Aprendizagem
 Foi participativo nas vivências propostas?


      ETAPA 6 – CONSOLIDAÇÃO DAS APRENDIZAGENS–  Construindo Símbolos Juninos

    Objetivos de aprendizagem
    Criar simbologias juninas;
    Criar uma coreografia de dança junina.

    Estratégias de Ensino
       Atividade em Grupos – Dividir a turma em alguns grupos, para construir símbolos juninos: bandeirinhas, balões, pinturas de contextos juninos, etc.;
     Atividade Coletiva – Escolher repertório de canções e ensaiar coreografia de dança para  apresentação junina da escola.
    Materiais diversos, aparelho de som, CDs, etc.

    Recursos
    Papeis diversificados, colas, tesouras, tintas, aparelho de som, CDs, etc.

    Avaliação da Aprendizagem
    Participou ativamente das atividades propostas?


       ETAPA FINAL – CONSOLIDAÇÃO DAS APRENDIZAGENS– Contextualizando as festas juninas

    Objetivos de aprendizagem
    Vivenciar as tradições juninas

    Estratégias de Ensino
    Evento: “Festas Juninas: bom que só!”
    Apresentação de danças juninas;
    Brincadeiras tipicas;
    Lanche coletivo

    Recursos
 Aparelho de som, CDs, comidas, materiais diversificados para as brincadeiras, entre outros. 

Avaliação da Aprendizagem
Participou ativamente das atividades do evento?                     

ESTUDANDO AS FESTAS JUNINAS





ESTUDANDO AS FESTAS JUNINAS


IDENTIFICAÇÃO

Público Alvo – Ensino Fundamental – 4º e 5º Anos

INTRODUÇÃO
A Festa Junina é uma excelente oportunidade de engajar diversas atividades interdisciplinares e ampliar o universo linguístico, pois se constitui uma temática rica onde podem ser explorados: a cultura e tradições brasileiras, vários tipos de linguagens, o resgate de brincadeiras, culinária típica, dentre outros aspectos.


OBJETIVOS

DO PROFESSOR
Proporcionar aos alunos ampliação do conhecimento sobre a cultura brasileira quanto às tradições das festas juninas.
PARA OS ALUNOS
Conhecer a origem das Festas Juninas e suas várias tradições;
Identificar as características das festas no nordeste brasileiro;
Exercitar a criatividade e imaginação através de atividades artísticas relacionadas ao tema;
Ampliar a leitura, oralidade, escrita e expressão corporal;


CONTEÚDOS

LÍNGUA PORTUGUESA: Leitura de textos juninos; exposição oral sobre as tradições juninas; produções textuais;
MATEMÁTICA: Resolução de problemas, construção de tabelas e gráficos envolvendo o contexto junino;
CIÊNCIAS/HISTÓRIA/GEOGRAFIA: Origem das festas juninas; Alimentação (a cultura do milho - comidas típicas); Fogueiras, fogos e seus malefícios ao meio ambiente;
ENSINO RELIGIOSO: Historia dos santos juninos; Tradições dos padrinhos de fogueira;
ARTE: Danças típicas; colagens, pinturas e dobraduras dos símbolos juninos.
EDUCAÇÃO FÍSICA: Jogos e brincadeiras juninas.

PROCEDIMENTOS E SUGESTÃO DE ATIVIDADES

Levantamento de conhecimento prévio (questões relacionadas a cada momento de aprendizagem);
Leituras diversificadas (texto informativo, letras de músicas; receitas);
Interpretação e produções textuais (resumos de estudos, desenhos, leitura de imagens, etc.);
Pesquisa (origem das festas juninas, santos juninos, comidas típicas, etc...);
Resolução de problemas (voltados ao universo das festas – vendas de fogos, comidas, bilhetes juninos, etc.);
Criação de tabelas e gráficos (o que mais gostam nas festas? Comida favorita? etc.);
Contextualização e dramatizações de músicas (quadrilha matuta); decoração da sala de aula com símbolos juninos; brincadeiras juninas (soltar balão, brincar com fogos, cantigas de roda).  

PRODUTO FINAL

Evento Junino – com quadrilha junina, comidas e exposição das produções dos alunos. 

RECURSOS
Humanos, didáticos, audiovisuais.

AVALIAÇÃO

Observação diária do entendimento dos alunos quanto aos aspectos conceituais, procedimentais e atitudinais no contexto das festividades juninas.



ANEXOS - TEXTOS PARA FUNDAMENTAÇÃO


FESTAS JUNINAS: SEUS SÍMBOLOS E TRADIÇÕES
Fogueira, bebidas quentes, comidas deliciosas, música, dança e muita animação. Difícil quem não goste de uma boa festa junina. A diversão rola solta e, normalmente, não tem hora para acabar! Muita gente espera ansiosa pelo começo de junho que é quando essas comemorações realmente aparecem por todas as partes.
Mas você acha que as festas juninas são originárias do Brasil? Aliás, indo mais a fundo, você sabe como elas surgiram? Você tem noção da história por trás dos itens que compõem essas grandes farras que muitos de nós gostamos de participar? Conheça alguns fatos possivelmente desconhecidos e entenda por que essa é uma das festas mais queridas.
A história
As festas juninas são mais antigas do que todo mundo pensa! Elas surgiram na Antiga Europa, há centenas de anos. As festas aconteciam durante o solstício de verão para comemorar o início da colheita — por isso tanta comida e bebida — e eram organizadas pelos celtas, egípcios e outros povos. Uma das deusas homenageadas era Juno, esposa de Júpiter, e as festas eram chamadas de “Junônias”. Celebração do solstício de verão em Årsnäs, na Suécia.

O catolicismo passou a ganhar cada vez mais fiéis na Europa e a data coincidia com o nascimento de João Batista, primo de Jesus Cristo. A Igreja Católica cristianizou a data, instituindo homenagens aos três santos do mês. As comemorações passaram a se chamar de “joaninas” (por causa de João) e os primeiros países a comemorá-las foram Portugal, Itália, França e Espanha — e até hoje elas são muito importantes no Norte da Europa.
Não se sabe se o nome “junina” é uma adaptação que veio com o tempo ou se mudou porque a festa é comemorada no mês de junho. Cada um dos países deu o seu toque à festa que conhecemos hoje em dia. Da França veio a dança, de Portugal e da Espanha veio a dança com fitas, entre outras culturas que foram se popularizando.
Na França, a dança quadrille que deu origem à nossa Quadrilha.

A vinda para o Brasil
Como é de se imaginar, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial. Por coincidência, os índios que habitavam o nosso país realizavam rituais nessa mesma época de junho para celebrar a agricultura e, com a vinda dos jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos, como mandioca e milho.

 Tradicionais Festas Juninas Brasileiras

As festas juninas acontecem em todo canto do país, mas podem ser divididas em dois tipos distintos: aquelas que acontecem na Região Nordeste e aquelas do Brasil caipira (inspiradas nos Estados de São Paulo, região norte do Paraná, região sul de Minas Gerais e Goiás). Elas possuem diferenças e costumes bem diferentes.
As mais tradicionais acontecem em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) e existe uma pequena rivalidade entre os dois Estados para ver qual delas é a melhor. Na Paraíba, a festa é conhecida como Forródromo que, como o nome sugere, é regada a muito forró. Entre as principais atrações está um desfile de jegues.
Festa junina em Campina Grande/PB
Já Pernambuco tem a Vila do Forró, que é uma réplica de uma pequena cidade do sertão pernambucano. É possível fazer uma viagem até Recife pelo Trem do Forró onde cantadores regionais, sanfoneiros e artistas de todos os tipos transitam por entre os vagões, alegrando o público e ganhando um dinheirinho extra nessa época do ano.
As festas do Brasil caipira são realizadas em quermesses com danças de quadrinha em torno da fogueira e, como não pode deixar de ser, com muita música caipira. Em todos os lugares, as mulheres usam vestidos coloridos de chita e os homens vestem camisa quadriculada e calças remendadas com tecidos também cheios de cores.
Os três santos
Santo Antônio é o primeiro dos santos a ser homenageado no mês. Sua festa é comemorada no dia 13 de junho e ele é conhecido como o santo casamenteiro, já que ajudava as moças do século XII a conseguir o dote para realizar o tão sonhado casamento. Diversas simpatias são realizadas por mulheres que querem um namorado, noivo ou marido.
O dia de São João é o mais esperado de todos eles. A festa é realizada no dia 24 de junho e, nesse dia, existem muitas festas pelo Brasil, principalmente no Nordeste. João era filho de Isabel, prima de Maria (mãe de Jesus). Segundo a Igreja Católica, foi ele quem preparou a vinda de Cristo e batizou-o no rio Jordão. 
O último santo do mês é São Pedro. Ele era um dos pescadores discípulos de Jesus e também conhecido como o fundador da Igreja Católica. O catolicismo prega que é Pedro quem tem as chaves do céu. Sua festa é comemorada no final do mês de junho, no dia 29. Com ele, encerram-se as festividades desse mês tão celebrado.
Cai-cai balão
A tradição de soltar balões tem dois significados. Uns dizem que essa prática era usada para avisar que a festa iria começar. Eram soltos de cinco a sete balões para que as pessoas soubessem do início das comemorações. Os mais supersticiosos acreditam que os balões levavam os pedidos para os santos até o céu.
Porém, hoje em dia, eles não são muito comuns, já que soltar balões é proibido em muitos países, inclusive no Brasil. Isso vigora desde 1965, de acordo com o artigo 26 do Código Florestal, porque pode causar incêndios e mortes. Também está no artigo 28 da Lei das Contravenções Penais de 1941. Quem for pego soltando balões pode ir para a cadeia.
Pula a fogueira iá iá
Assim como a maioria dos elementos de uma festa junina, existem dois significados para a famosa fogueira. Nas festas pagãs e indígenas, elas eram feitas para espantar os maus espíritos. Já na tradição cristã, ela tem uma explicação: Isabel teria dito à Maria (mãe de Jesus) que acenderia uma fogueira para avisá-la do nascimento de seu filho (João). Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança que tinha acabado de nascer.
Hoje, por questão de segurança, elas também só são feitas em poucas cidades do interior, já que também não são permitidas nas grandes quermesses para que se evite incêndios e acidentes causados pelas chamas. Mas o símbolo está sempre presente quando pensamos nas festas juninas.
Olha a cobra! É mentira!
 A quadrilha é outra coisa que não pode faltar em uma festa junina. Seu nome vem de uma dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille. Com a vinda para o Brasil, a quadrilha se popularizou e se fundiu com as danças brasileiras que já existiam por aqui, dando origem ao que conhecemos hoje em dia.
No entanto, nos dias de hoje, ela não é dançada por populares, como era antes. Ela é vista como uma atitude teatral e meramente festiva com um ideal folclórico e até mesmo acadêmico. O grupo composto por pares vestidos de caipira é aberto por um noivo e uma noiva, encenando um casamento fictício.
No Nordeste, o forró é, talvez, o ritmo mais requisitado para as festas juninas, seguido pelo baião, xote, reisado, o samba de coco e outras cantigas típicas. O sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga é o mais famoso músico das festas juninas.
Elas também recebem nomes diferentes de acordo com o lugar. Em São Paulo, é conhecida como “quadrilha caipira”. No Brasil central, como “saruê”. Na Bahia, “baile sifilítico”. No Rio de Janeiro, ela chega como “mana-chica”. Em Sergipe, é simplesmente “quadrilha”. E segue outras variações dependendo do Estado.
Promessas e simpatias
 Santo Antônio de cabeça para baixo dentro d’água
Simpatias e promessas para os santos são comuns em todas as épocas do ano, mas, para os três santos homenageados em junho, agora é a hora, principalmente para Santo Antônio, já que ele é considerado o santo casamenteiro e as moças que procuram um namorado, noivo ou marido se apressam para ter tudo pronto no dia 13.
Existem várias simpatias, como colocar uma imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo atrás da porta, dentro do poço ou até mesmo em um copo d’água (isso costuma variar entre as pessoas) e só tirá-la de lá quando o pedido é atendido. Até mesmo tirar o Menino Jesus do colo do santo e só devolvê-lo quando o namorado chegar. Algumas estátuas já são vendidas com as imagens podendo ser separadas exatamente com esse intuito.
Tirando o fato do compromisso amoroso, o catolicismo também conta com o “pãozinho de Santo Antônio”. Os frades distribuem um pão bento para as pessoas — que deve ser deixado junto aos outros alimentos para não faltar o que comer — e, em troca, os fiéis deixam suas ofertas para o santo. Comida não falta durante o ano inteiro.
A parte mais esperada — os comes e bebes
Delícias juninas
Difícil não ficar com fome em uma festa junina. Milho cozido (ou assado), pipoca, bolo de fubá cremoso (ou de milho), maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão, arroz-doce, canjica, chá de amendoim e muitas outras delícias (normalmente quentinhas, porque essa época do ano é bem fria) são a alma da festa.
Reparou que muitas comidas são derivadas do milho verde? Isso se deve ao fato de que junho é a época propícia para a colheita do alimento e essa tradição está presente nas festas juninas desde que ela chegou ao Brasil. Outros grãos — como o amendoim — e raízes — como a mandioca — também marcam presença nas comemorações de junho.
Agora que você conheceu um pouquinho mais sobre as festividades do mês de junho, que tal aproveitar o finalzinho do mês e se jogar de cabeça em diversas festas juninas que acontecem pelo Brasil afora? Se você já foi, com certeza vai querer voltar. Se ainda não foi, o que está esperando? Chame os amigos e divirta-se!




quinta-feira, 25 de maio de 2017

OFICINA DE ARTE - BELEZAS DA CAATINGA


BELEZAS DA CAATINGA




Objetivo
Estudar e retratar por meio de fotografia, desenho, pintura e escrita a flora e fauna do Bioma Caatinga;


Estratégias
Apreciar as belezas naturais da comunidade;
-Fotografar a Fauna e Flora da comunidade;
Pesquisar os tipos de Fauna e Flora retratados;
- Utilizando como referência as fotografias, desenhar as paisagens fotografadas e utilizando diferentes técnicas de pintura, intitulando as obras;
-  Apreciar as pinturas, realizar leituras de imagens, produzir textos sobre o contexto apreciado.

Produto Final
Realizar uma Exposição de Pintura: Retratos da Caatinga 

AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...