quinta-feira, 28 de maio de 2020

DIDÁTICA COMO INSTRUMENTO OU FUNDAMENTO


De acordo com Libâneo (1994), entre a Pedagogia, a Didática e a Sociedade existem relações de interdependências. Nesse contexto, a função da didática é organizar o processo de ensino-aprendizagem para efetivação da ação educativa.

No desenvolvimento da prática pedagógica, o professor pode se utilizar de diferentes didáticas, levando sempre em consideração alguma teoria que aceita como válida e eficaz para conduzir o processo de ensino-aprendizagem. A didática pode servir como um fundamento da ação educativa ou, apenas, como um instrumento técnico. Logo:

Quando a ação do professor fundamenta-se numa Didática Instrumental, sua prática se dá de forma isolada; sem contextualização; a histórica; desvincula-se da problemática do “para que” e do “porque” ensinar; baseia-se no pressuposto da neutralidade científica e técnica e, reduz-se a apenas a dimensão técnica do processo de ensino-aprendizagem;


Quando a ação do professor apoia-se numa Didática Fundamental, sua prática se dá de forma contextualizada; comprometida com a libertação e com a transformação social; considera a pesquisa e a realidade do aluno; faz-se  uma mediação multidisciplinar, ou seja, leva-se em consideração o aspecto humano, técnico e político-social do processo de ensino-aprendizagem.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

PENSAMENTO E PALAVRA





Na tentativa de elucidar a relação interior entre o pensamento e a palavra nos estágios mais primitivos do desenvolvimento humano, Vigotsky, investigou como se dá a construção do pensamento e da linguagem. Em seus estudos, ele constatou que não existe nenhuma relação e dependência definidas entre as raízes genéticas do pensamento e da palavra.

Segundo Vigotsky (2000), a palavra é uma unidade indecomponível dos processos do pensamento e da linguagem. Assim, não podemos dizer que ela é só um fenômeno da linguagem ou só um fenômeno do pensamento. A Palavra é fundamento da linguagem e do pensamento.

Para ele, “a palavra desprovida de significado não é palavra, é um som vazio. Logo, o significado é um traço construtivo indispensável da palavra. É a própria palavra vista no seu aspecto interior. Deste modo, parece que temos todo o fundamento para considerá-la como um fenômeno do discurso... do ponto de vista psicológico o significado da palavra não é senão uma generalização ou conceito e, toda generalização, toda formação de conceitos é o ato mais específico e mais indiscutível do pensamento. Consequentemente, estamos autorizados a considerar o significado da palavra como um fenômeno do pensamento”.

Nesse sentido, no entendimento de Vigotsky, “O significado da palavra só é um fenômeno do pensamento na medida em que o pensamento está relacionado à palavra e nela materializado, e vice-versa: é fenômeno do discurso apenas na medida em que o discurso está vinculado ao pensamento e focalizado por sua luz. É um fenômeno do pensamento discursivo ou da palavra consciente, é a unidade da palavra e do pensamento”.

Em outras palavras, podemos dizer que na compreensão de Vigotsky, pensamento e linguagem são dois elos distintos e se interligam, apenas, no momento em que: eu penso o que falo e falo o que penso. Ou, falei o que pensei e pensei o que falei.


Referência:

VIGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução Paulo Bezerra. Ed. 1. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A ESCOLA PRECISA FAZER SENTIDO PARA TODOS



Quando pensamos em inclusão escolar o que, primeiramente, nos vem à cabeça é o ideário de que temos que promover o desenvolvimento das crianças portadoras de algum transtorno, deficiência ou alguma necessidade educacional especial. Entretanto, quando uma criança não ver a escola como produtora de sentidos para ela, se retrai, se distancia do desejo pelos objetos de conhecimento, se faz necessário investigar as razões desse não sentido.

Sabe-se que na dinâmica diária da sala de aula, as rodas de conversas ainda se limitam a horinha da novidade, o que se fez no fim de semana, mas esse momento pode e deve ser fonte de muito aprendizado e investigação sobre os anseios das crianças em vários aspectos, tanto escolar quanto familiar ou social.

Quando da seleção dos temas para o momento das rodas de conversas é possível propor discussão tanto sobre os problemas da dinâmica de sala de aula, curiosidades sobre os objetos de interesse das crianças, os noticiários locais ou nacionais, entre outros.

É importante fazer esse movimento de busca pela fala do aluno, de modo a perceber os sentidos que os mesmo dão aos problemas ou objetos de conhecimento, bem como ajuda-los na produção de novos sentidos.Uma Escola verdadeiramente inclusiva buscará incluir o espaço de pensamento, fala e ação a todos, percebendo sentidos e promovendo sentidos. 

Vamos produzir novos sentidos? 

 


sábado, 23 de maio de 2020

PLANO DE ATIVIDADES REMOTAS



Abaixo segue um modelo de Plano de Ensino Remoto Semanal. A primeira parte do plano deverá ser preenchida com os  caminhos de ensino que pretende-se percorrer e, a segunda parte, deverá ser complementada com os resultados alcançados na execução do plano. Nessa perspectiva, Planejamento e Avaliação caminharão juntos num único documento. 

PLANO DE ATIVIDADES REMOTAS

Instituição de Ensino


Professor (a):
Data Inicial
Data do Término





Campos de Experiências ou Componentes Curriculares
Educação Infantil (     )                     Ensino Fundamental (      )



(   )
Crianças
Pequenas
( 4 anos)

(   )
Crianças Pequenas
(5 anos)

(   )
 1º Ano

(   )
2º Ano

(   )
3º Ano

(   )
4º Ano

(   )
5º Ano
Objetivos
(Por Campos de Experiências ou Componentes Curriculares selecionados para o período)






Procedimentos
(descrição de como será o proceder diário)

Segunda – Feira

Terça-Feira

Quarta-Feira


Quinta-Feira


Sexta-Feira


Recursos necessários
(Quais materiais serão necessários para o desenvolvimento do plano?)



Metas ou resultados esperados
(Diante dos objetos de conhecimento selecionados o que se espera?)





Referências
(Livros, Apostilas.  Sites, Canais, etc?)









   ACOMPANHAMENTO E RESULTADOS


Alunos por turma
Crianças Pequenas
04 anos
Crianças Pequenas
05 anos
1º Ano
2º Ano
3º Ano
4º Ano
5º Ano










Número de alunos que realizaram a(s) atividade(s)












Metas ou resultados alcançados










Observações
Complementares







segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - CARNAVAL: HISTÓRIA, CANÇÕES, MÁSCARAS E FANTASIAS


CARNAVAL: HISTÓRIA, CANÇÕES, MÁSCARAS E FANTASIAS



PÚBLICO ALVO: Ensino Fundamental - 3º ao 5º Ano
TEMPO ESTIMADO – 8 dias
ELABORAÇÃO – Equipe Docente do Centro de Ensino Rural Professora Maria Edite Batista – Jardim de Piranhas - RN


ETAPA 1 – HISTÓRIA DO CARNAVAL

OBJETIVOS
·         Investigar a origem do carnaval brasileiro;
·         Conhecer a Biografia de Chiquinha Gonzaga.

PROCEDIMENTOS E ATIVIDADES
Exploração de conhecimentos prévios sobre a origem, ritmos e figuras folclóricas do carnaval brasileiro, através de circulo de conversas;
·       Exposição de vídeos – origem do carnaval;
·       Atividade individual: Pesquisa Biográfica – Vida de Chiquinha Gonzaga;
·       Roda de Socialização da pesquisa biográfica.

RECURSOS NECESSÁRIOS
·         Aparelho de som, Projetor, notebook, texto impresso, caderno, caneta, dentre outros.

 ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS DURANTE AS ATIVIDADES
·         Interação no grande grupo, participação ativa nas conversas e produção escrita.


ETAPA 2 – CANÇÕES CARNAVALESCAS

OBJETIVOS

  • Fazer um resgate das canções carnavalescas de ontem, confrontando com os hits dos últimos carnavais;
  • Conhecer os vários ritmos carnavalescos e suas origens.

PROCEDIMENTOS E ATIVIDADES

  • Roda de conversa sobre canções carnavalescas conhecidas pelas crianças;
  • Exposição em vídeo de 04 canções carnavalescas populares: Marchinha – Balancê: Gal Costa; Frevo – Voltei Recife – Alceu Valença; Axé – Chame Gente: Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Samba Enredo - Kizomba, Festa da Raça - Vila Isabel 1988.
  • Pesquisa em Grupo – História dos Principais Ritmos Carnavalescos do Brasil: Marchinha, Frevo, Axé e Samba enredo;
  • Socialização da pesquisa no grande grupo através de cartazes;
  • Propor ao grupo a criação de coreografia da Marchinha Balancê;
  • Encenar a marchinha balancê.



RECURSOS NECESSÁRIOS
·    Aparelho de som, pen drive, computador ou celular, textos impressos, cartolinas, pincel atômico, dentre outros.

ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS DURANTE AS ATIVIDADES
·   Interação e participação no grande grupo, resumos escritos e cartazes apresentados, apresentação individual do tema.


ETAPA 3 – MÁSCARAS E FANTASIAS

OBJETIVOS

Estudar a simbologia do carnaval, com destaque para as máscaras e fantasias;

PROCEDIMENTOS E ATIVIDADES
  • Fazer exposição dos principais símbolos carnavalescos: confetes, serpentinas, máscaras, sobrinhas de frevo, pandeiro, fantasias: Pierrô, Colombina dentre outros;
  • Explorar as imagens fazendo um resgate do uso cultural de cada simbologia;
  • Destacar os aspectos históricos dos bailes de máscaras e das fantasias: Pierrô e Colombina;
  •   Propor a confecção de máscaras carnavalesca;
  • Fazer o desfile de máscaras, pós-confecção;
  • Propor para a aula seguinte: a realização de uma festinha de carnaval a fantasia.


RECURSOS NECESSÁRIOS
  • Símbolos carnavalescos (concretos ou em imagens), EVA coloridos, palitos, tintas, tesouras, fita festiva, lápis de cor, colas, dentre outros.


ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS DURANTE AS ATIVIDADES
  • Interação no grande grupo, participação nas discussões, criatividade na produção das mascaras.


ETAPA FINAL
Realização da festa de carnaval a fantasia, resgatando os cenários carnavalescos, as canções de ontem, como também, explorando o universo musical da atualidade.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL









SUGESTÕES DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

·      Brincadeiras cantadas;
·      Adivinhas – “O que é, o que é?
·      Caminhadas exploratórias com mapas a serem ilustrados com o que for observado no caminho;
·      Produção coletiva de livro de histórias, com textos e ilustrações criadas pelas crianças;
·      Planejamento de entrevista com pessoas/profissionais ligados aos projetos em desenvolvimento;
·      Relatório de observação de uma experiência;
·      Manuseio e leitura de livros de literatura infantil;
·      Lista de combinados;
·      Lista de rotinas e atividades do dia;
·      Elaboração de tabelas e gráficos significativos em relação ao que está sendo trabalhado;
·      Bingo do nome, forca;
·      Leitura, planejamento e elaboração de mapas;
·      Montagem coletiva do quadro de horários das atividades da semana;
·      Planejamento e confecção de maquetes;
·      Leitura de histórias em quadrinhos;
·      Reconto de histórias;
·      Apresentação oral dos desenhos e demais trabalhos;
·      Leitura de mensagens eletrônicas e outros materiais encontrados na internet;
·      Preparar receitas culinárias;
·      Confecção de convites para um evento escolar;
·      Ouvir músicas e poesias, construir imagens a partir da experiência e registrá-las;
·      Elaboração conjunta de bilhetes informativos que as crianças levam para os responsáveis nas cadernetas (agendas); leitura;
·      Texto coletivo sobre aula-passeio, com descrição, narração, apreciações e avaliação do grupo;
·      Definição de regras/normas para a realização de tarefas, jogos e atividades que envolvam movimentos coletivos;
·      Apreciação estética de obras de arte (pintura, escultura, etc.);
·      Conhecimento de pessoas relevantes social e culturalmente, por meio de suas biografias: pintores, escultores, cientistas, entre outros;
·      Carta ou outro tipo de mensagem afetiva para mães, pais amigos;
·      Panfleto ou folder informativo;
·      Dramatização de histórias ou biografias, construção de personagens e cenas;
·      Rodas de conversa/leitura/mímica/piada, combinadas com antecedência para haver preparação;
·      Construção de portfólio.

Fonte: I Seminário de Formação PNAIC 2017/2018 - MÓDULO VI e VII – INTRODUÇÃO AO CADERNO 3 - file:///E:/apresentacao-seminario-i.pdf.

AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...