segunda-feira, 12 de setembro de 2016

LEITURA DELEITE - QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO

           

           
                                                                                                                                 
“Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.
Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes…
Eu ia para a escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!
Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!
O vidro dependia da classe em que agente estudava.
Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.
Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.
E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano.
Se não passasse de ano, era um horror.
Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado, coubesse ou não coubesse.
Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.
E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.
Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.
Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, às vezes até batiam no professor.
Ele ficava louco da vida e atarraxava a tampa com força, que era pra não sair mais.
A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava…
As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.
Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabiam nos vidros, se respiravam direito…
A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.
Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.
As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. E na aula de Educação Física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinham jeito nenhum para Educação Física.
Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa.
E alguns meninos também.
Estes eram os mais tristes de todos.
Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada a toa, uma tristeza!
Se a gente reclamava?
Alguns reclamavam.
Então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o resto da vida.
A minha professora dizia que ela sempre tinha usado vidro, até para dormir, por isso é que ela tinha boa postura.
Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.
Então a professora respondeu que era mentira.Que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior…
Tinha menino que tinha até que sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saiam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que estranhavam sair dos vidros.
Mas uma vez veio para a minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que era pobre.
Ai não tinha vidro pra botar esse menino.
Então os professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo…
Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.
Engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado…
Os professores não gostavam nada disso…
Afinal, o Firuli podia ser um mau exemplo pra nós…
Nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até meio que gozava a cara da gente que vivia preso.
Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro.
Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.
Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:
– Se Firuli pode por que é que nós não podemos?
Mas dona Demência não era sopa.
Deu um croque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro…
Já no outro dia a coisa tinha engrossado.
Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.
Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.
Hermenegildo chegou muito desconfiado:
Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!
A gente não sabia o que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.
Seu Hermenegildo não conversou mais. Começou pegar os meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.
Mas nós estávamos loucos para sair também, e para cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro, já tinha dois fora.
E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era para ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.
E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais e dona Demência já estava na janela gritando:
– SOCORRO! VÂNDALOS! BÁRBAROS!
(Pra ela bárbaro era xingação).
Chamem os Bombeiros, o Exército da Salvação, a Polícia Feminina…
Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.
E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6ª série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.
Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.
Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.
Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria toda de novo.
Então diante disso seu Hermenegildo pensou um bocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.
E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.
Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:
– Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso…
Seu Hermenegildo não se perturbou:
– Não tem importância. A gente começa experimentando isso. Depois a gente experimenta outras coisas…
E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.
Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar…”


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

TEMA DE PESQUISA - NORDESTE É ISSO!







Elaborei esse estudo como sugestão para o trabalho sobre nacionalismo, tendo em vista as comemorações cívicas de 07 de setembro 2016.

IDENTIFICAÇÃO
·         Publico Alvo: Educação Infantil e Ensino Fundamental(1º ao 5º Ano);
·         Áreas envolvidas – todas as áreas do currículo
·         Duração: 02 semanas

JUSTIFICATIVA
Para contextualizarmos historicamente o Nacionalismo nos aspectos do que a Cidadania hoje exige, se faz necessário um estudo sobre esse lugar que é tão nosso e ao território que nos remete ao lugar que ocupamos enquanto Nação. Diante disso, surgiu a ideia de realizarmos um passeio ao território Nordestino, partindo de canções nordestinas, que trazem em seu contexto nossas raízes, nossas problemáticas e nossas marcas de alegria.

OBJETIVOS GERAIS
De Ensino – Promover uma investigação quanto à Região Nordeste, partindo de músicas populares;
De Aprendizagem – Estudar o Nordeste brasileiro e sua diversidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Para os alunos
·         Estudar os estados nordestinos, seus recursos naturais, figuras históricas partindo da música: Nordeste Independente de Ivanildo Vilanova e Bráulio Tavares;
·         Conhecer os quadros de migração, chuvas e secas nordestinas, tendo como referência a música: Asa Branca, de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga;
·         Fazer um passeio quanto às festas nordestinas, religiosidade, ritmos, danças e a alegria desse povo, partindo-se da música: Festa do Interior, de Gal Costa.

CONTEÚDOS
Língua Portuguesa – Rimas, interpretação musicais;
Geografia- Recursos naturais, migração;
História – Figurais populares;
Ciências – Pluviometria;
Matemática – Índices de chuvas e secas no nordeste nos últimos 10 anos
Arte – Músicas e Ritmos – forró, frevo, axé;
Ensino Religioso – Festas religiosas nordestinas (os santos, os padroeiros e ou outras crenças religiosas);
Educação Física – Movimentos Corporais - Ritmos musicais

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
·         Conhecimentos prévios – músicas que falem do nordeste e a exploração dos vários contextos nordestinos;
·         Relatos de experiências – discussão sobre o conhecimento
·         Pesquisas – índices de chuvas e secas, migração;
·         Apresentações musicais;
·         Produções individuais e ou coletivas de textos;
·         Leituras e interpretação de letras de músicas;
·         Criação de desenhos dos contextos musicais, entre outros.


RECURSOS
Aparelhos de som, letras de musicas, computadores, papeis diversificados, livros didáticos, textos informativos, dentre outros.

AVALIAÇÃO
Durante o desenvolvimento da proposta de estudo, observar e registrar o envolvimento, a participação e as produções orais e ou escritas dos alunos, sendo utilizando, tais registros, como parte da avaliação contínua.

PRODUTO FINAL
Diante do estudo em sala de aula, as turmas conforme a música trabalhada contextualizarão para o coletivo da escola suas produções, observando o que de mais significativo representou o estudo para o grupo. 

SEQUÊNCIA DIDÁTICA – CAMILÃO, O COMILÃO








Público Alvo - Ensino Fundamental - 1º ao 3º Anos
Área envolvidas/Conteúdos trabalhados:
Lingua Portuguesa: Leitura, interpretação, lista, receita, produção textual
Matemática: situações problemas, tabela, gráfico
Arte: Desenho, pintura, dramatização
Ciências: alimentação saudável, animais

1º momento
Roda de conversas com levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre alimentação saudável;
Exposição de vídeo: Se alimentar bem, é bom;
Contação de história “ Camilão, o comilão”
Apresentação do livro ( exploração da capa, nome do livro, autor)
Cartaz coletivo (recorte e colagem de alimentos saudáveis e não saudáveis)
Atividades relacionadas ao assunto (de acordo com o nível da turma);


2º momento
Retomada da aula anterior, através de leitura interativa com a participação das crianças através das ilustrações da história “Camilão, o comilão”;
Construção de lista com nomes dos animais e alimentos que aparecem na história;
Atividades relacionadas ao assunto (de acordo com o nível da turma) - origem dos alimentos


3º momento
              Conversas com reflexões sobre o papel dos amigos e a atitude do Camilo para agradecer as doações de alimentos;
Atividades relacionadas ao assunto – produção textual/convite/ interpretação/ (de acordo com o nível da turma);
 Ex: Elaborar a lista de convidados para a Festança da Comilança;
Fazer um convite;
Produção de texto: reescrever a história;


4º momento
Leitura deleite: O Sanduíche da Maricota
Apresentação de cartaz com pirâmide alimentar e exploração;
Construção da pirâmide alimentar de Camilão, o comilão;
Atividade impressa relacionada ao assunto – situações problemas (de acordo com o nível da turma)

5º momento        
Leitura deleite” Poema salada de frutas”;
Atividades relacionadas ao assunto (de acordo com o nível da turma) receita/lista/gráfico;
Salada de frutas;
           Dramatização da história Camilão, o comilão”.



Sugestão, elaboração e créditos à Pedagoga Rita de Cássia Alves Ribeiro




SEQUÊNCIA DIDÁTICA – O GRANDE RABANETE



Público Alvo: Ensino Fundamental - 4º e 5º Anos

Áreas envolvidas/Conteúdos trabalhados:
Língua Portuguesa: Leitura, interpretação, lista de palavras, receita, produção textual;
Matemática: situações problemas, tabela, gráfico;
Arte: Desenho, pintura, dramatização;
Ciências: alimentação saudável, animais.

1º momento

Roda de conversas com levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre alimentação saudável;
Exposição de vídeo: Se alimentar bem, é bom;
Leitura deleite  “O grande rabanete”
Construção de uma Pirâmide alimentar;
Pesquisa sobre o vegetal que aparece na obra literária.

 2º momento
Retomada da aula anterior, com a participação dos alunos através de questionamentos sobre o vegetal pesquisado (o rabanete);
Atividades relacionadas ao assunto (de acordo com o nível da turma)
Pesquisa preço dos vegetais;
Pesquisa em sua residência junto a família sobre os vegetais utilizados na alimentação do seu dia a dia.

3º momento

Leitura deleite: O Sanduíche da Maricota
Dar continuidade as atividades através de observações dos resultados da pesquisa;
Confecção de gráfico ou tabela dos vegetais;
Atividade com situações problemas relacionada ao assunto (de acordo com o nível da turma);

 4º momento

Conhecendo a autora (biografia)
Leitura do recadinho que a autora Tatiana Belinky deixou para os leitores;
Produção escrita: responda a cartinha de Tatiana
Atividade impressa relacionada ao assunto – situações problemas (de acordo com o nível da turma
Extraclasse: Pesquisar cardápio da escola (receita)
  
5º momento

Fazer leitura e observações do cardápio da escola e das receitas realizadas através da pesquisa dos alunos;
Construção de uma receita de salada de frutas;
Salada de frutas, com frutas trazidas pelos alunos;
Dramatização da história O grande rabanete”
  

Sugestão, elaboração e créditos à Pedagoga Rita de Cassia Alves Ribeiro


SEQUÊNCIA DIDÁTICA – A MENINA QUE NÃO GOSTAVA DE FRUTAS



     
Público Alvo - Educação infanti – Níveis IV e V
Áreas envolvidas: Linguagem; Conhecimento Lógico Matemático; Ciências Naturais e  Arte
1º momento
Roda de conversas com levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre alimentação saudável;

Exposição de vídeo: Se alimentar bem, é bom;

Contação de livro “A Menina que não gostava de frutas” – Cidália Fernandes
Apresentação do livro  (exploração da capa, nome do livro, autor);

Cartaz coletivo (recorte e colagem de alimentos saudáveis e não saudáveis)
Atividades relacionadas ao assunto (de acordo com o nível da  turma);

2º momento
Retomada da aula anterior, através de leitura interativa com a participação das crianças através das ilustrações do livro A Menina que não gostava de frutas”

Atividade impressa relacionada ao assunto (de acordo com o nível da turma) – Nomes das frutas/ letra inicial, etc.

3º momento

Roda de conversas com interações orais a respeito da história narrada, alternando momentos de fala e de escuta;

Desenho e pintura da fruta preferida por cada criança;

Construção de gráfico das frutas preferidas pela turma;

Atividade impressa relacionada ao assunto (de acordo com o nível da turma).

4º momento
Leitura deleite: História “Pêssego, pera, ameixa no pomar” apreciar a história procurando o segredo que há em cada página;

Atividades relacionadas ao assunto – (de acordo com o nível da turma);
·                   Quebra-cabeça das frutas;
·                   Cores das frutas;
·                   Brincadeira do tomateiro;
·                   Brincadeira do dado 

5º momento

Música – Salada de frutas – Xuxa;
Dramatização da música;
Salada de frutas com as frutas preferidas trazidas pelas crianças.

               
  Sugestão, elaboração e créditos à Pedagoga Rita de Cassia Alves Ribeiro



domingo, 7 de agosto de 2016

BALANÇO PROFISSIONAL DO PEDAGOGO






A profissão docente nos exige fazer constantemente balanço. As esferas que envolvem nossa profissão são muitas e em cada uma delas precisamos focar o nosso olhar, pois a escola é um todo complexo organizado, que por sua vez cumpre a responsabilidade social com o processo de humanização dos indivíduos na sociedade e, não podemos deixar de visualizar o compromisso que assumimos quanto a esse fazer – contribuir com o processo de emancipação humana.
Garantir a qualidade do nosso trabalho requer de nós esforço no sentido conceitual, procedimental e atitudinal. Se focarmos em apenas um desses aspectos, no balanço geral, ficaremos no vermelho, visto que a fundamentação teórica, o preparo técnico e as posturas socialmente relevantes, são as bases de sustentação do educador comprometido com seu papel social.
O fazer pedagógico nos possibilita algo grandioso - ao ensinar, aprendermos- É no ir e vir de introdução, ampliação e consolidação de conceitos, procedimentos e atitudes, que nos constituímos enquanto profissionais.
No Balanço Patrimonial Docente, o saldo será sempre positivo se: aprendermos como ensinar – mediarmos significativamente o aprender – aprendermos a aprender, para melhor ensinar.

A riqueza da profissão docente reside no fato de que todo nosso material intelectual pode ser renovado, revisado, consertado e melhorado sempre. Ampliemos nosso patrimônio!
Por: Maria Silva

sábado, 23 de julho de 2016

COMO AVANÇAR OS ALUNOS POR NÍVEIS DE ESCRITA?

                                                       



                                                         ESCRITA PRÉ-SILÁBICA

PRIMEIRO NÍVEL - PRÉ-SILÁBICO I – INDIFERENCIADO
Nesse nível o aluno pensa que se escreve com desenhos. As letras não querem dizer nada para ele. A professora pede que ele escreva “bola”, por exemplo, e ele desenha uma bola, rabiscos, garatujas.

SEGUNDO NÍVEL - PRÉ-SILÁBICO II – DIFERENCIADO
O aluno já sabe que não se escreve com desenhos. Ele já usa letras ou, se não conhece nenhuma, usa algum tipo de sinal ou rabisco que lembre letras.

Nesse nível o aluno ainda nem desconfia que as letras possam ter qualquer relação com os sons da fala. Ele só sabe que se escreve com símbolos, mas não relaciona esses símbolos com a língua oral. Acha que coisas grandes devem ter nomes com muitas letras e coisas pequenas devem ter nomes com poucas letras. Acredita que para que uma escrita possa ser lida deve ter pelo menos três símbolos, caso contrário, para ele, “não é palavra, é pura letra”.

Não esquecer: quando a criança se encontra na hipótese pré-silábica precisará despertar para os contextos nos quais a escrita é utilizada e entender, principalmente, que a escrita representa os sons da fala.

Proponha situações de aprendizagens nas quais sejam possíveis aos alunos desenvolverem as seguintes habilidades:
- Desenhar e escrever o que desenhou;
- Distinguir imagem de escrita;
- Distinguir letras e números;
- Memorizar palavras globalmente;
- Usar seu nome em situações significativas: marcar atividades, objetos, utilizá-Io em jogos, bilhetes, etc.;
- Ouvir leitura feita diária pela professora e poder recontá-Ia;
- Ter contato com diferentes portadores de textos;
- Frequentar ambientes de leitura, tais como: Biblioteca, sala de leitura, cantinhos de leitura;
- Reconhecer e ler o próprio nome em situações significativas: chamadas, jogos, listas, etc.;
- Conversar sobre a função da escrita;
- Utilizar letras móveis para pesquisar nomes, reproduzir o próprio nome ou dos amigos;
- Brincar de bingo de letras;
- Produzir oralmente histórias;
- Escrever espontaneamente;
- produzir textos coletivos tendo o professor como escriba;
- Aumentar o repertório de letras;
- Comparar e relacionar palavras;
- Produzir textos de forma não convencional;
- Identificar personagens conhecidos a partir de seus nomes, ou escrever seus nomes de acordo com sua possibilidade;
- Recitar textos memorizados: parlendas, poemas, músicas, etc.;
- Reconhecer a letra inicial e a letra final;
- Apontar variações de quantidade de letras;
- Analisar palavras quanto ao número de letras, inicial e final;
- Completar palavras usando a letra inicial e final;
- Identificar letras e palavras em textos de conteúdo conhecido;
- Produzir textos pré-silabicamente;
- Observar a orientação espacial dos textos;
-Escrever listas significativas: Comemos no lanche? O que tem numa festa de aniversário? Nosso material escolar? Temos na sala de aula? Bichos que vemos pelo campo? Brinquedos favoritos? Nossos desejos? Rotinas da escola? etc..


Sugestões de atividades com uso dos nomes dos alunos:
Listar o nome de todas as crianças no quadro ou em cartazes:
Fazer com que cada aluno identifique seu nome e, depois, o de cada colega, para que eles percebam que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
Classificar os nomes pelo som inicial, em ordem alfabética ou em galerias ilustradas com retratos ou desenhos;
Criar e aplicar jogos com nomes (dominó, memória, boliche, bingo etc.);
Pedir para a criançada fazer a contagem das letras e o confronto dos nomes;
Confeccionar junto à eles gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras);
Repita essas mesmas atividades, utilizando palavras do universo dos alunos, tais como: rótulos de produtos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas etc.);

Obs.: Desenvolver as atividades e fazer registros sobre os avanços e ou dificuldades dos alunos na sua individualidade (observar no mínimo 03 alunos por dia, conforme as atividades).

ESCRITA SILÁBICA

O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma sílaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever “cabeça”, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contando as sílabas orais e responde: três, uma para “ca”, uma para “be” e uma para “ça” dentro deste nível podemos identificar três fases importantes:
→ quantitativo – para cada sílaba o aluno põe uma letra sem pensar na correspondência sonora.
→ quantitativo – escreve para cada sílaba uma letra com correspondência sonora. ex: para casa escreve “ca” ou “cz”.
→sílábico-alfabético – ora escreve as sílabas completas (simples) e ora usa apenas uma letra para representá-la.

Não esquecer: para avançar para a hipótese alfabética a criança precisará, principalmente, identificar palavras que começam com o mesmo som.

Proponha situações de aprendizagens nas quais sejam possíveis aos alunos desenvolverem as seguintes habilidades:

Reconhecer a primeira letra das palavras no contexto da sílaba inicial;
-Comparar palavras memorizadas globalmente com a hipótese silábica;
-Contar o número de letra das palavras;
-Desmembrar oralmente as palavras em suas sílabas;
-Reconhecer o som das letras pela análise da primeira sílaba das palavras;
-Reconhecer a forma e as posições dos dois tipos de letras: Bastão e cursiva;
-Identificar palavras em textos de conteúdo conhecido (qualquer tipo de palavra);
-Produzir textos silabicamente;
-Ouvir e compreender histórias;

-Completar palavras com as letras que faltam (observando que o número de letras presentes, exceda sempre o número de sílabas da palavra).



ESCRITA ALFABÉTICA

O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto. Descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras de nossa língua, porém inicialmente escrevem com fortes marcas da oralidade.


Alfabético 1
Se caracteriza pela hipótese de que, a cada vez que se abre a boca para se pronunciar uma palavra, se escreve obrigatoriamente uma consoante e uma vogal, nesta mesma ordem rígida. Ex: escada – SECADA

Alfabético 2
•          A ordem “consoante-vogal” pode ser invertida.
•          Às vezes, a sílaba tem somente uma vogal ou até duas.
•          Às vezes, a sílaba tem duas consoantes, ou juntas ou separadas por vogal.
Ex: pro – PROFESSORA, jor – JORNAL.

Alfabético 3
•          Constatação de que há sons que deverão ser representados por duas letras.
Ex: NH, LH, CH, RR, SS.

Alfabetico 4
•          Processo no qual o aluno apresenta mais um conflito e outra descoberta, a de que uma consoante pode ser desacompanhada de vogal.
Ex: PNEU, OBJETO, ADVOGADO.

Não esquecer: os alunos já escrevem alfabeticamente, mas muitas vezes confundem alguns sons e sentem dificuldade na memorização de convenções ortográficas  e caberá ao professor fazê-los refletir quanto a isso. Observando suas produções de textos é possível identificar facilmente essas dificuldades e propor reflexões coletivas e ou individuais para que os mesmos avancem em suas produções textuais. Lembre-se de sempre motiva-los a produzir seus textos e apresenta-los ao grupo. 

O que deve ser trabalhado nesse Nível?
  • Atividades que reforcem a compreensão da relação grafema-fonema (letra-som) para que entendam a construção da sílaba como, por exemplo, alfabetos cantados, bingos de letras, de rótulos, atividades com alfabeto vivo, atividade com fichário dos nomes dos alunos;
  • Atividades que visem descolar a escrita da fala, como no caso das palavras. CADIADO e KAVALU – as vogais E e O no final de sílabas átonas assumem o valor sonoro de /i/ e /u/, por isso que se fala /cadiado/ e se escreve CADEADO, fala-se /cavalu/ e escreve CAVALO, fala-se /leiti/ e escreve-se LEITE.
  • Atividades para trabalhar as convenções ortográficas, como: dígrafos orais (ch, lh, nh, qu, gu, rr, ss, sc, xc) e nasais (am, an, em, en, im, in, om, on, um, un) como na escrita da palavras “aranha” e “campo” e usos de letras que representam o som /s/
  • Atividade para evitar a hipercorreção (no afã de acertar erra), como na escrita da palavra CUECA escreve COECA.
  • Trabalho intenso de leitura de diferentes gêneros: leitura compartilhada, silenciosa, em capítulos, em diferentes ambientes, por diferentes motivos, com dramatização, com interpretação oral, sugerindo mudanças, criando versões, recriando finais, introduzindo elementos, comparando narrativas, notícias, enredos, propagandas, explorando rimas.
  • Produzir textos: coletivamente, em grupos, em duplas, sozinho, a partir de imagens, de leituras, de situações, de questionamentos, de necessidades de informar, divulgar, pesquisar, discordar, concordar, divertir, recontar, anunciar, convidar.
  • Montar e explorar bancos de palavras e construir coletivamente as regras ortográficas regulares, usar jogos de raciocínio para fixação destas regras.
  • Montar e explorar bancos de palavras com dificuldades ortográficas irregulares.
  • Organizar jogos com regras para memorização das mesmas.
  • Trabalhar revisão de textos produzidos coletivamente (grupos, duplas) ou individualmente.
  • Trabalhar com a análise linguística de textos bem escritos.
  • Atividades de desenvolvimento da oralidade com posterior produção escrita.
  • Leitura de histórias e demais narrativas com posterior reconto oral e escrito.

DIAGNÓSTICOS DE ESCRITA

Inicial e para alunos não alfabetizados
  • Ditar uma lista de 4 (quatro) palavras (que não sabe de memória) sem apoio de outras fontes e uma frase;
  • As palavras escolhidas não devem ter vogais em sílabas seguidas. Ex: PETECA, pois o aluno tem dificuldades em repetir vogais, para escrita na hipótese silábica – EEA;
  • A lista deve ser lida pelo aluno assim que terminar de escrevê-la;
  • Deve-se ditar 4 palavras começando por uma polissílaba, depois trissílaba, dissílaba e monossílaba, isto é, numa ordem decrescente de sílabas, para confrontar com a questão de que é necessário uma quantidade mínima de letras para que algo seja escrito.
Alunos alfabetizados
  • Leitura de um texto pelo professor e ditado de 10 palavras. Para escolha destas palavras é necessário ter alguns cuidados sobre as diferentes configurações de sílabas:
  1. V – só uma vogal. Ex: amigo
  2. CV – uma consoante e uma vogal. Essa formação de sílaba é chamada de canônica, por ser a mais visual de nosso sistema. Ex: loja
  1. CVC – uma consoante, uma vogal e uma consoante. Ex: carta
  2. CCV – duas consoantes seguidas de uma vogal. Ex: claro
  3. CCVCC – duas consoantes seguidas de mais de duas vogais. Ex: transporte
  4. CVCC – consoante, vogal, seguida de duas consoantes. Ex: perspicaz


Créditos:http://diariodeumeducadorbaiano.blogspot.com.br/2010/03/os-niveis-de-escrita-bem-resumido.html

Créditos:  http://rosangelaprendizagem.blogspot.com.br/p/alfabetizacao-ludica

AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...