domingo, 7 de agosto de 2011

COMO DEVE SER A ORGANIZAÇÃO PRÁTICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL?




De acordo com Referencial curricular nacional para educação infantil (1998, p.25), “cuidar da criança é sobretudo dar atenção a ela como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando,  e respondendo as suas necessidades. Isso inclui interessar-se sobre  o que a criança sente, pensa, o que ela sabe sobre si e sobre o mundo, visando à ampliação deste conhecimento e de suas habilidades, que aos poucos a tornarão mais independentes e mais autônomas”.

Assim, conforme o referido documento, a prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

· Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
· Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar;
·    Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
·   Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
·  Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
·  Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
· Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
· Conhecer algumas manifestações culturais, demostrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.


Referência:
BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

A GERAÇÃO DIGITAL



A Revista Pátio Educação infantil em sua última edição, vem trazendo um artigo bastante interessante sobre a educação na era digital, uma adaptação do capítulo 2 do livro Homo Zappiens: educando na era digital, de Wim Veen e Bem Wrakking (Artimed, 2009).

Conforme o Artigo, a geração que nasceu do final da década de 1980 em diante tem muitos apelidos, tais como “geração da rede”, “geração digital”, “geração instantânea” e “geração ciber”. Todas essas denominações referem-se a características específicas de seu ambiente ou comportamento.

Essa geração cresceu em uma era digital e sendo os primeiros seres digitais, eles cresceram em um mundo onde a informação e a comunicação estão disponíveis a quase todas as pessoas e podem ser usadas ativamente.

As crianças hoje passam horas assistindo televisão, jogando no computador e conversando nas salas de bate-papo. Ao fazê-lo, processam quantidades enormes de informações por meio de uma grande variedade de tecnologias e meios. Sendo os três aparelhos de grande importância: o controle remoto da televisão, o mouse do computador e o telefone celular.

Todos esses recursos mencionados tem algo crucial em comum: fornecem ao usuário o controle de uma ampla variedade de fluxos de informação e comunicação, ou seja, qualquer usuário pode, a qualquer momento, ativar, mudar ou interromper esses recursos simplesmente apertando um botão. Tais recursos não só capacitam o usuário a controlar o fluxo de informação, como também o ajudam a lidar com a sobrecarga de informação de modo eficiente, adequado e imediato conforme suas necessidades.

As crianças de hoje possuem altas habilidades para buscar e processar informações. A geração atual é a primeira que ensina seus pais a usar um fórum, um telefone celular e a consultar sua conta bancária eletronicamente, entre outros serviços, é a primeira vez que observamos ocorrer uma “educação invertida”, fenômeno nunca visto antes.


Síntese extraída da Revista Pátio Educação Infantil: Infância e cibercultura – Como educar a geração que já nasceu no mundo digital. Ano IX, julho/setembro 2011  


sábado, 6 de agosto de 2011

MOMENTO POÉTICO


Fim da Espera

Chegaste,
Chegaste enfim,
Tal como te entrevi
Em minhas noites de insônia...
Chegaste,
Tal como sonhei,
Fragmento da lua
Iluminando minha fria noite...
Chegaste,
Trazendo nos olhos
Raios de sol
Para aquecer meus dias de inverno.
Chegaste.
E eu, que te esperava tanto,
Abri de par em par
As portas da minh’alma.
(Val Bomfim)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O QUE É IDEB E PARA QUE SERVE?

Projetos de lei prevêem que escolas divulguem sua pontuação nesse indicador

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007, mas ainda não é plenamente conhecido pelos brasileiros. Uma pesquisa do Ibope com a Fundação Victor Civita mostrou que 47% dos coordenadores pedagógicos de escolas não sabem o que significa o número.
Pelo menos três projetos de lei no Congresso Nacional, propostos neste ano, versam sobre a obrigatoriedade da divulgação do dado pelas escolas. A medida, de acordo com especialistas, pode ajudar a disseminar o indicador e fazer com que as famílias e profissionais das escolas busquem mais qualidade para a Educação.
No entanto, há também os que são contrários à medida, pois escolas que atendem alunos com dificuldades socioeconômicas podem enfrentar dificuldades para elevar seus indicadores, quando comparadas a outras instituições, cujos alunos são originários de famílias com condições mais favoráveis. Além disso, um Ideb baixo poderia provocar desestímulo à comunidade escolar.


O que é o Ideb?

É o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, uma das primeiras iniciativas brasileiras para medir a qualidade do aprendizado nacionalmente e estabelecer metas para a melhoria do ensino.

Quando o Ideb foi criado? Quem fez?

O Ideb foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esse órgão é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC).

Leia mais clicando em:  



Simone Harnik(Da redação de Todos pela Educação) 

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE LEV VYGOTSKY


O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) possui uma extensa obra, apesar do curto período de tempo que viveu. Sua principal temática converge para discussões em torno da criação da cultura e, no campo educacional, seus estudos permitem a reflexão quanto ao desenvolvimento intelectual.

Vygotsky atribuía um papel preponderante às relações sociais no processo de desenvolvimento humano, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo.

Os estudos de Vygotsky sobre aprendizado decorrem da compreensão do homem como um ser que se forma em contato com a sociedade. Entendia que na ausência do outro, o homem não se constrói homem.

Vygotsky rejeitava tanto as teorias inatistas, segundo as quais o ser humano já carrega ao nascer as características que desenvolverá ao longo da vida, quanto as empíricas e comportamentais, que veem o ser humano como um produto dos estímulos externos. Para ele, a formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade ao seu redor, ou seja, o homem modifica o ambiente e é modificado por ele.

Na teoria de Vygotsky, o termo interação é bastante utilizado e representa a relação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada experiência pessoalmente significativa.

Segundo Vygotsky, as funções psicológicas elementares no ser humano dizem respeito aos reflexos. Já os processos psicológicos mais complexos, também chamados de funções psicológicas superiores, as quais diferenciam o ser humano de outros animais, só se forma e se desenvolvem pelo aprendizado. Entre essas funções psicológicas superiores se encontram a consciência e o discernimento.

Outro conceito-chave de Vygotsky é a mediação. Para ele, toda relação do indivíduo com o mundo é feita por meio de instrumentos técnicos e da linguagem. Desse modo, entendia que todo aprendizado é necessariamente mediado e não se subordina totalmente ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, mas um se alimenta do outro, provocando saltos no nível de desenvolvimento.

Nessa perspectiva, o ensino, para Vygotsky, deve se antecipar ao que o aluno ainda não sabe nem é capaz de aprender sozinho, porque, na relação entre aprendizado e desenvolvimento, o primeiro vem antes. É a isso que se refere um de seus principais conceitos, o de zona de desenvolvimento proximal, que seria a distância entre o desenvolvimento real da criança e aquilo que ela tem o potencial de aprender. Esse potencial é demonstrado como sendo a capacidade de desenvolver uma competência com a ajuda de um adulto.

Para Vygotsky, saber identificar essas duas capacidades e trabalhar o percurso de cada aluno entre ambas, são as duas principais habilidades que um professor precisa ter.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE JEAN PIAGET



O cientista suíço Jean Piaget (1896-1980) foi o nome mais influente no campo da Educação durante a segunda metade do século 20. Contudo, ele nunca atuou como pedagogo, era biólogo e dedicou a vida a observar científica e rigorosamente o processo de aquisição de conhecimentos pelo ser humano, particularmente, a criança.

Do estudo das concepções infantis de tempo, espaço, causalidade física, movimento e velocidade, Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética- isto é, uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança. Segundo ele, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.

As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas, de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimentos é uma possibilidade limitada. Que não se pode fazer uma criança aprender o que ela ainda não tem condições de absorver. E que mesmo tendo essas condições, não vai se interessar a não ser por conteúdos que lhe façam falta em termos cognitivos. Segundo ele, o conhecimento se dá por descobertas que a própria criança faz.

Para Piaget, Educar é provocar a atividade, estimular a procura de conhecimentos e o professor não deve pensar no que a criança é, mas no que ela pode se tornar.

Piaget enfatizou que as crianças internalizam regras, valores e símbolos da maturidade psicológica mediante dois mecanismos: assimilação e acomodação. A assimilação consiste em incorporar objetos do mundo exterior a esquemas mentais preexistentes. Já a acomodação se refere a modificações dos sistemas de assimilação por influência do mundo externo.

Conforme Piaget é o egocentrismo que explica o caráter mágico e pré-lógico do raciocínio infantil. A maturação do pensamento rumo ao domínio da lógica consiste no abandono gradual do egocentrismo.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE CELESTIN FREINET




O pedagogo francês, Celestin Freinet (1896-1966), se inscreve historicamente entre os educadores identificados com a corrente da Escola Nova, que nas primeiras décadas do século 20, se insurgiu contra o ensino tradicionalista, centrado no professor e na cultura enciclopédica, propondo em seu lugar uma educação ativa em torno do aluno. Suas ideias são fruto de ideário dos escolanovistas e de uma visão marxista e popular em torno do processo de ensino-aprendizagem.

Na teoria desse educador, o trabalho e a cooperação vêm em primeiro plano. Ele foi o criador da pedagogia do trabalho. Para ele, a atividade é o que orienta a prática escolar e o objetivo da final da educação é formar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e emancipar quem o exerce.

Segundo Freinet, um dos deveres do professor é criar uma atmosfera laboriosa na escola, de modo a estimular as crianças a fazer experiências, procurar respostas para suas necessidades e inquietações, ajudando e sendo ajudadas por seus colegas e buscando no professor alguém que organize o trabalho. Também entendia ser dever do professor colaborar ao máximo para o êxito de todos os seus alunos.

Ao lado da pedagogia do trabalho e da pedagogia do êxito, Freinet propôs, a pedagogia do bom senso, na qual enfatiza que a aprendizagem resulta de uma relação dialética entre ação e pensamento, ou teoria e prática. Entende que o professor se pauta por uma atitude orientada tanto pela psicologia quanto pela pedagogia – assim, o histórico pessoal do aluno interage com os conhecimentos novos e essa relação constrói seu futuro na sociedade.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE HENRI WALLON




O francês Henri Wallon (1879-1962), em sua teoria pedagógica diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais que um simples cérebro e abalou convicções numa época em que memória e erudição eram o máximo em termos de construção do conhecimento.

Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos de comunicação: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu da pessoa.

Na concepção de Wallon, as emoções têm um papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. Entende que é por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades.

Segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação.

No tocante a inteligência, os estudos realizados por Wallon com crianças de 6 e 9 anos, mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas ideias são lineares e se misturam – ocasionando um conflito permanente entre os dois mundos, o interior povoado de sonhos e fantasias, e o real, cheio de símbolos, códigos e valores sociais e culturais.

A construção do eu na teoria de Wallon depende essencialmente do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria, o que ocorre por volta dos 3 anos de idade.

Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE MARIA MONTESSORI





A italiana Maria Montessori (1870-1952) foi pioneira no campo pedagógico ao da mais ênfase à autoeducação do aluno do que o papel do professor como fonte de conhecimento.

Montessori defendia uma concepção de Educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. Para ela, o objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma Educação para a vida.

O método Montessori é fundamentalmente biológico. Sua prática se inspira na natureza e seus fundamentos teóricos são um corpo de informações científicas sobre o desenvolvimento infantil. Segundo seus seguidores, a evolução mental da criança acompanha o crescimento biológico e pode ser identificada em fases definidas, cada uma mais adequada a determinados tipos de conteúdos e aprendizado.

Maria Montessori acreditava que nem a Educação nem a vida deveriam se limitar às conquistas materiais. Os objetivos individuais mais importantes seriam: encontrar um lugar no mundo, desenvolver um trabalho gratificante e nutrir paz e densidade interiores para ter capacidade de amar.

Para Montessori, a criança não é pretendente a adulto e, como tal, um ser incompleto. Entedia que desde seu nascimento, a criança já é um ser integral, o que inverte o foco da sala de aula tradicional, centrada no professor. Também defendia as ideias de Educação pelo movimento e Educação pelo sentido.

Nessa perspectiva, nas escolas motessorianas, o espaço era preparado para permitir aos alunos movimentos livres, facilitando o desenvolvimento da independência e da iniciativa pessoal.  Assim como o ambiente, a atividade sensorial e motora desempenha função essencial – ou seja, dar vazão à tendência natural que a garotada tem de tocar e manipular tudo que está ao seu alcance.

As ideias de Educação de Maria Montessori refletem a concepção positiva do conhecimento que caracterizou a época em que viveu, sobretudo, a virada do século 19 para o 20, marcada por efervescência intelectual e fascínio pela mente humana.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.

domingo, 31 de julho de 2011

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE OVIDE DECROLY



O belga Ovide Decroly (1871-1932) foi um dos precursores dos métodos ativos, fundamentados na possibilidade de o aluno conduzir o próprio aprendizado e, assim, aprender a aprender.

Por ter sido na infância, um estudante indisciplinado, que não se adaptava ao autoritarismo da sala de aula nem do próprio pai, Decroly dedicou-se apaixonadamente a experimentar uma escola centrada no aluno, e não no professor, e que preparasse as crianças para viver em sociedade, em vez de simplesmente fornecer a elas conhecimentos destinados a sua formação profissional.

Alguns de seus pensamentos ainda estão bem vivos atualmente. É o caso do princípio de globalização, no qual se baseia na ideia de que as crianças apreendem o mundo com base em uma visão do todo, que posteriormente pode se organizar em partes, ou seja, que vai do caos a ordem.

Decroly discute conceitos como os de necessidade e interesse. Segundo ele, a necessidade gera o interesse e só ele leva ao conhecimento. Atribuía às necessidades básicas a determinação da vida intelectual e classifica em quatro às necessidades humanas: comer, abrigar-se, defender-se e reproduzir.

A marca principal da escola decroliana são os centros de interesse, nos quais os alunos escolhem o que querem aprender. São eles também que constroem o próprio currículo, segundo seu interesse e sem a separação tradicional entre as disciplinas. O que hoje é difundido como sendo o conceito de interdisciplinaridade.

No campo da expressão, decroly já pensava no conceito de linguagens múltiplas. Assim, para ele, não só a palavra é meio de expressão, mas também, entre outros, o corpo, o desenho, a construção e a arte.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.

SÍNTESE HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA EDUCAÇÃO: AS IDEIAS DE JONH DEWEY


O filósofo norte-americano Jonh Dewey (1859-1952), influenciou educadores de várias partes do mundo em virtude de suas inovadoras concepções sobre o processo educativo, entre elas: a necessidade de valorização da capacidade de pensar dos alunos, de prepará-los para questionar a realidade, de unir teoria-prática e problematizá-la.

Dewey é o nome mais importante da corrente filosófica de conhecimento conhecida como pragmatismo - escola de pensamento na qual as ideias só têm importância desde que sirvam de instrumentos para resolução de problemas reais. No Brasil influenciou o Movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da Educação.

No campo específico da pedagogia, a teoria de Dewey se inscreve na Educação progressiva. Para ele, um dos objetivos principais da Educação é educar a criança para o seu crescimento físico, emocional e intelectual, ou seja, educá-la como um todo.

Dewey tinha por princípio que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Assim, atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas.

Influenciado pelo empirismo, Dewey criou uma escola-laboratório ligada à universidade onde lecionava para testar métodos pedagógicos. Acreditava na necessidade de estreitar a relação teoria e prática, pois entendia que as hipóteses teóricas só têm sentido no dia a dia.

Dewey tinha a crença de que o conhecimento é construído de consensos, que por sua vez resultam de discussões coletivas. Para ele, o aprendizado se dá quando compartilhamos experiências, e que isso só é possível num ambiente democrático de cooperação.

Dewey também acreditava que, para o sucesso do processo educativo, bastava um grupo de pessoas se comunicando, trocando ideias, sentimentos e experiências sobre situações práticas do dia a dia. Assim, entendia a escola como sendo um espaço onde as pessoas se encontram para educar e ser educadas, a aprender a viver no mundo. Nesse sentido, a experiência educativa para Dewey, é reflexiva, resultando em novos conhecimentos.


Síntese extraída da Revista Nova Escola. Compilação dos volumes 1 e 2 dos grandes pensadores. Ed. Especial, nº 25. Editora Abril. Julho 2009.



AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...