sexta-feira, 8 de julho de 2016

SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS - DIA DAS MÃES



As Sequências aqui apresentadas são sugestões para o trabalho pedagógico quanto ao estudo da relação do aluno, mãe e irmãos, tendo em vista a comemoração ao Dia das Mães. São frutos do trabalho que desenvolvo enquanto Suporte Pedagógico.



SEQUÊNCIA DIDÁTICA - 1

MINHA MÃE É ASSIM...

·         Público Alvo: alunos da Educação Infantil e Ciclo de Alfabetização
·         Componentes curriculares: Língua Portuguesa e Arte
·         Etapas: 04
·         Tempo de Execução – 2 dias

ETAPA 1 - Conhecimento Prévio – Quadro de Palavras
- Vocês lembram o que se comemora essa semana?
- Todo mundo aqui vive com suas mães?
- O que a mãe faz que nos deixa feliz?
- Se você tivesse que escolher uma palavra para representar sua mãe que palavra seria?

Sugestão de atividade: quadro de palavras

NOME DA MÃE
PALAVRA QUE A SIMBOLIZA















ETAPA 2 – Leitura do Livro: Se as Coisas fossem Mães – Sylvia Orthof
·         Apresentação do Livro – (capa, autor, ilustração, do que irá tratar?)
·         Leitura com entonação e alegria;

ETAPA 3 - Interpretação contexto do livro
·         No livro a autora mostra várias coisas que a mãe poderia ser. Vocês lembram o que ela sugere?...
Sugestões de atividades – 1. Quadro com desenhos – para os alunos da Educação Infantil (1 para cada aluno); 2. Lista coletiva de palavras (escritas pelos alunos em processo de alfabetização); 3. Resumo do texto para os alunos já alfabetizados.

Se as coisas fossem mães...

lua, sereia, casa, terra, fada, bruxa, chaleira, mesa.

ETAPA 4 – Minha Mãe é Obra de Arte
·       No livro nós vimos que na imaginação da autora as mães poderiam ser várias coisas: uma lua, uma sereia, uma casa, fada, bruxa (observar a lista coletiva e/ou os desenhos feitos anteriormente e destacá-los). Então vocês agora irão escolher algo para representar sua mãe e criar uma obra de arte.
·         Sugestões de atividades: 1. Mural Coletivo – Desenhos;  2. Tela - Minha Mãe é Assim... - Pintura em guache; 3. Recorte e Colagem – gravuras diversas; 4. Mosaico da figura.

Observação – Essas sugestões podem ser feitas em grupo. Cada grupo escolhe a técnica conforme suas habilidades.




SEQUÊNCIA DIDÁTICA - 2

COISA DE IRMÃO

·         Público Alvo: alunos da Educação Infantil e Ciclo de Alfabetização
·         Componentes curriculares: Língua Portuguesa, História, Matemática e Arte
·         Etapas: 04
·         Tempo de Execução – 1 dia

ETAPA 1 - Conhecimento Prévio – Quadro de Pesquisa
·         Essa semana, estamos estudando sobre as mães. Hoje nós iremos conversar sobre filhos, que são as pessoas mais importantes na vida da maioria das mães.
           - Todo mundo aqui tem irmãos?
           - Seus irmãos são seus amigos?
·         Então iremos agora preencher uma tabela sobre seus irmãos. Quero saber quanto irmãos vocês têm? Quantos são meninos e quanto são meninas?
·          
                           NOME DO ALUNO
NÚMERO DE IRMÃOS
MENINOS
MENINAS





























RESULTADOS:

TOTAL DE ALUNOS:
TOTAL DE IRMÃOS:
TOTAL DE IRMÃOS MENINOS:
TOTAL DE IRMÃOS MENINAS:


  ETAPA 2 – Leitura do Livro: Coisa de Irmão – Luciana Rigueira
·         Apresentação do Livro – (capa, autor, ilustração, do que irá tratar?)
·         Leitura com entonação e alegria.

ETAPA 3 - Interpretação contexto do livro
              - Alguém aqui saberia contar um pouco do que tratou o livro?
            - A menina da história sentiu ciúmes quando irmãozinho dela nasceu. Alguém aqui também teve ciúmes quando o irmãozinho nasceu?
              - A menina estava certa em ter tido ciúmes do irmãozinho?
              - Vocês amam seus irmãos?
           - Vocês acham que as mães gostam mais de um filho que de outro? (aproveitem para trabalhar a questão da intensidade do amor de mãe, mesmo com os filhos tão diferentes entre se... O amor é diferente, mas com a mesma intensidade)

ETAPA 4 – Mural Coletivo - Eu, Meus Irmãos e Minha Mãe!
·      A pouco, realizamos a atividade sobre o total de irmãos que vocês têm. Então agora irão fazer um lindo desenho que inclua você, seus irmãos e sua mãe num lugar lindo e cheio de amor, para compor o Mural: Eu, Meus Irmãos e Minha Mãe. Não se esquecer de colorir bem bonito.



SEQUÊNCIA DIDÁTICA - 3

COLABORANDO COM A MAMÃE NA ORGANIZAÇÃO DA CASA

·         Público Alvo: alunos da Educação Infantil e Ciclo da Alfabetização
·         Componente curricular: Língua Portuguesa e História
·         Etapas: 04
·         Tempo de Execução – 1 dia

ETAPA 1 - Conhecimento Prévio – Quadro de Pesquisa
·         Essa semana, estamos dedicando às mães. Já conversamos sobre nossas mães, sobre nossos irmãos e hoje nós iremos conversar sobre filhos que ajudam as mães na organização da casa.
           - Quando estão em casa vocês costumam brincar?
           - Brincam com que?
           - Quais brinquedos?
           Então iremos agora preencher uma tabela com o nome do brinquedo que vocês costumam brincar quando estão em casa. (tabela a ser preenchida coletivamente, um a um, com ajuda da professora e dos colegas para os que ainda não sabem escrever)
NOME DO ALUNO
EU BRINCO COM...















ETAPA 2 – Leitura do Livro: Junta, Separa e Guarda – Vera Lúcia Dias
·         Apresentação do Livro – (capa, autor, ilustração, do que irá tratar?)
·         Leitura com entonação e alegria.

ETAPA 3 - Interpretação contexto do livro
- Alguém aqui saberia contar um pouco do que tratou o livro?
           - O menino da história juntava, separava e guarda seus brinquedos por quê?
           - Só organizamos as coisas quando vamos nos mudar?
           - Vocês ajudam a mãe de vocês na organização da casa?
           - Vocês acham que as mães tem obrigação de organizar a casa sozinha? Ou os filhos devem ajudá-la?
            - Vocês costumam organizar seus brinquedos após brincar?
            - Que ajuda vocês dão as suas mães na organização da casa?

ETAPA 4 – Quadro de ajuda na organização da minha casa (atividade coletiva) – os pequenos podem desenhar o que fazem, os em processo de alfabetização fazem o quadro e os já alfabetizados podem criar um pequeno texto descrevendo o que fazem para ajudar a mãe.
ALUNO
EU AJUDO À...
















quarta-feira, 6 de julho de 2016

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - ESTIMATIVAS E MEDIDAS DE COMPRIMENTO




·         Público Alvo: Ensino Fundamental - Ciclo de Alfabetização
·         Componentes Curriculares: Língua Portuguesa e Matemática
·         Etapas: 04
·         Tempo de Execução – 2 dias
·         Objetivos para o aluno:
- Explorar diferentes unidades de medida e instrumentos de uso social para medir comprimento;
- Resolver problemas que envolvem determinar medidas usando o centímetro e o metro como unidade de medida.
·         Conteúdos
- Medição e comparação de medidas de comprimento, utilizando unidades de medida não convencionais e convencionais através de diferentes instrumentos;
- Realizar estimativas de medidas de comprimento.

ETAPA 1 – Leitura do Livro: Gabriel tem 99 centímetros (Annette Huber)
·         Apresentação do Livro – (capa, autor, ilustração, do que irá tratar?)
·         Leitura com entonação e alegria.

ETAPA 2 - Interpretação do contexto do livro
         - Alguém aqui saberia contar um pouco do que tratou o livro?
- Gabriel fale que ser pequeno tem algumas vantagens, vocês lembram quais vantagens ele fala?
    - Ele também fala que ser grande é bom... Segundo ele Por que é bom ser grande?
    - Vocês concordam com Gabriel?
    - Poderiam me dizer outras vantagens que temos em ser pequenos e ser grandes?

   ETAPA 3 – medir com instrumento não convencional
                      Gabriel, o menino do livro tinha 99 centímetros... E pensando nisso agora me bateu curiosidade de saber quem é o maior e o menor aluno da turma...
·                Olhando todos os que estão na sala, quem é maior? Quem é o menor? (fazer o quadrinho da estimativa) E como é possível comprovar que isso é verdade? Poderemos medir com o que? Se aqui não temos fita métrica, o que poderemos usar para medir?(sugerir o cordão)
·                          Realizar a medição de todos os alunos com cordão, anexando na parede o cordão com fita adesiva e o respectivo nome do aluno (marcado na fita);

RESULTADOS DAS MEDIÇÕES COM O CORDÃO

TOTAL DE ALUNOS MEDIDOS:
MAIOR DA TURMA:
MENOR DA TURMA:


ETAPA 4 – comprovando estimativas – utilizando instrumento convencional (fita métrica)
    Hoje trouxe uma fita métrica, que é o instrumento mais utilizando para realizar medições. Então iremos conhecer em metros e centímetros as alturas dos alunos da turma e
·         Explicar para turma sobre a fita métrica (pode contextualizar sobre a evolução dos instrumentos de medida, até chegar à fita (palmo, pés...)
·         Elaborar tabela com os resultados métricos da turma;
·        Confrontar os resultados estimados com o real (o maior e o menor aluno foram os mesmos? Por que ficou mais fácil medir com fita métrica que com o cordão?);
·   Conversar sobre o tamanho máximo que um ser humano normal pode atingir. Mostrar que os instrumentos não convencionais não nos dão valores precisos (dependendo do instrumento que se esteja medindo os resultados podem ser diferentes. Exemplo: pés e mãos grandes- medirão menos, enquanto pés e mãos menores medirão mais). Daí a necessidade de um instrumento convencional (fita métrica)


ALUNOS
TAMANHO EM CENTÍMETRO/METRO















RESULTADOS DAS MEDIÇÕES COM FITA MÉTRICA

TOTAL DE ALUNOS MEDIDOS:
MAIOR DA TURMA:
MENOR DA TURMA:



ETAPA 5 – Atividade em Grupo - Resolução de Problemas utilizando instrumentos de medidas convencionais e não convencionais.
                  
Sugestões de Resolução de Problemas:
                        
Grupo 1 - Problema 1 – Medição de mesa da sala de aula – utilizando a Régua
Chegou um novo aluno na escola e não há mais mesa para colocar na sala de aula e a diretora terá que encomendá-la ao marceneiro. A diretora deverá fornecer quais medidas ao marceneiro, para que ele possa produzir uma mesa igual às que já possuem? Observe a mesinha da sala, façam o desenho da mesinha no papel e depois calcule,  com a régua, as medidas de cada parte da mesinha. Mostre os resultados aos colegas de sala.

Grupo 2: Problema 2 – Medição da sala de aula – utilizando a Trena
Façam o desenho do chão da sala em cartaz, com trena a façam as medições dos 4 lados da sala e mostrem os resultados para toda turma.

Grupo 2: Problema 3 – Medição do quadro da sala de aula – utilizando Palmos
Cada participante do grupo fará a medição do comprimento do quadro, elaborar uma tabela com os resultados do grupo e apresentar ao grande grupo.

Grupo 4 – Medição de salto à distância - utilizando Fita Métrica
Vocês irão brincar de salto em distância, elaborem uma tabelinha com seus nomes, depois de saltar, medir os resultados com a fita, colocado na tabelinha os resultados das medições de cada salto. Apresentar ao grande grupo os resultados, expondo se vocês achavam que o maior salto seria da pessoa vencedora e por quê?


Observação ao professor - Refletir com os alunos quanto a necessidade do uso de instrumentos precisos para realizar medições também precisas. Solicitar que cada grupo contextualize o problema para o grupal de maneira clara, mostrando os passos que seguiram ao resolveram o desafio e mostrem os resultados obtidos. 

terça-feira, 4 de março de 2014

DESAFIOS EDUCACIONAIS E SUAS IMPLICAÇÕES




Em termos amplos, pensar os desafios da educação nacional nos remete, sobretudo, à: consolidação da garantia do direito a educação pública e de qualidade a todos, sem distinção; avaliação constante das condições as quais o ensino é oferecido; tomada de consciência da necessidade de profundas mudanças de posturas pedagógicas e  a organização do trabalho pedagógico pautado na intencionalidade e sistematização.


No plano mais restrito, implicará, consideravelmente, na tentativa de ampliar, consolidar e ou introduzir novos olhares sobre o fazer pedagógico, o qual além de garantir a alfabetização das crianças na perspectiva do letramento, promovendo assim, o encontro das letras com seu sentido e significado; ainda, ligue-se áreas de conhecimentos, amplie-se e se explore conhecimentos prévios dos alunos, valorizando seus saberes, fatos e vivencias de seu dia a dia, permitindo-se aprofundar suas percepções de mundo.


Contudo, para bendizer os aprendizados dos alunos, é imprescindível a criação de elos de heterogeneidade, onde todos sejam respeitados e valorizados nas suas especificidades, onde todos sejam: Incluídos. Tal construção requer amor à profissão docente, estar atento aos desafios e as demandas da sala de aula, diversificar metodologias de ensino de modo a atender a todos nas suas generalidades e a cada um nas suas especificidades, como também, conduzir o fazer pedagógico pautado numa intenção sistemática.

segunda-feira, 3 de março de 2014

ROTINAS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO


     Historicamente a utilização de rotinas na escola está relacionada aos ideais de eficiência no trabalho e controle da produção, implantados na Revolução Industrial. No Brasil começa a ganhar força nas décadas de 1960/70, contexto educacional em que a educação nacional é ampliada em termos de demanda e que vigora a Corrente Pedagógica Tecnicista, a qual o ensino volta-se ao saber fazer e ao controle do que é ensinado. Gestor e supervisor eram  vistos como responsáveis pelo trabalho intelectual e o professor era o encarregado pela execução do que foi planejado.

                 Nesse contexto, quando se falava em rotinas na escola, pensava-se logo nas atividades que tinham sido planejadas de modo a dividir o conteúdo em pequenas dosagens diárias com o objetivo de se fazer cumpri-las, independente do que pudesse acontecer no decorrer do processo. 

    Essa maneira de organizar o trabalho pedagógico estava baseada em uma concepção de ensino pautada na memorização dos conteúdos. Desse modo, o dia-a-dia da sala de aula era transformado em uma sucessão de atividades repetidas guiadas, em geral, por manuais que garantiam a absorção máxima do que era proposto, planejado. 

      Na década de 1980, com a difusão das teorias construtivistas e sócio-interacionista de ensino-aprendizagem, as práticas pedagógicas de rotinas pré-estabelecidas, que contemplavam a realização diária das mesmas atividades, passaram a ser amplamente criticadas. 

     Por meio de uma interpretação equivocada da teoria construtivista, passou-se a criticar tudo o que se relacionava ao planejamento e a organização do trabalho pedagógico com justificativa de que era “tradicional”. Assim, a sala de aula, muitas vezes, passou a ser um lugar de improviso e imprevistos constantes.

     Contudo, de acordo com as abordagens construtivista e sócio-interacionista de ensino-aprendizagem, é preciso que o professor saiba os conteúdos, os procedimentos de ensino, conheça os seus alunos e o que eles sabem sobre determinados conteúdos. 

                 Nessa perspectiva, a organização do trabalho pedagógico torna-se fundamental e precisa envolver um conjunto de procedimentos que, intencionalmente, devem ser planejados para serem executados durante certo período de tempo, tomando como referência as práticas sociais/culturais dos sujeitos envolvidos, suas expectativas e conhecimentos.

    Dessa forma, o trabalho com rotinas torna-se um caminho seguro já que possibilita a garantia de aperfeiçoar o tempo didático, conforme os objetivos de ensino a serem alcançados, o que favorece a melhor organização do planejamento e o melhor andamento das atividades escolares.

     No ciclo de alfabetização, as rotinas devem favorecer além da organização do tempo e a distribuição das atividades escolares, a garantia da alfabetização na perspectiva do letramento e da interdisciplinaridade.

     Organizar o tempo escolar sugere que seja assegurada ao aluno a garantia da aprendizagem naquele determinado espaço de tempo em que se está na escola, na sala de aula, ou seja, que seja dado ao aluno à possibilidade de diferentes interações com os objetos de ensino, intencionalmente propostos, para aquele determinado tempo de ensino.

     Garantir a alfabetização na perspectiva do letramento sugere a construção de rotinas escolares em que se contemplem os diferentes eixos de ensino da língua, por meio de um planejamento elaborado com base na realidade de cada aluno na escola e que favoreça a autonomia e criatividade dos mesmos no mundo da leitura e escrita.

     Embora no Ciclo de Alfabetização o foco principal do trabalho pedagógico seja a garantia da alfabetização, o professor deve disponibilizar em sua rotina um lugar para o trabalho com as demais áreas de ensino, buscando sempre que possível fazer a articulação das mesmas com os objetivos da alfabetização, favorecendo a interdisciplinaridade e a garantia dos direitos de aprendizagem das demais áreas de ensino.

    No planejamento das rotinas semanais para o Ciclo de Alfabetização é importante diversificar as atividades com leituras diversas, jogos de alfabetização, registros e produções textuais, rodas de conversa, interpretações de textos e contextos, utilização dos livros didáticos das várias áreas de ensino, o trabalho com projetos de sala de aula e ou projetos permanentes da escola, a utilização de salas de apoio (leitura, vídeo e informática - devem ser utilizadas prioritariamente para o trabalho com a alfabetização e o letramento), entre outras atividades.

                            
                        Fonte: Cadernos Pacto – Unidade 02 – Anos 1,2,3 e Educação do Campo







AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...