segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PENSAMENTO E PALAVRA



Na tentativa de elucidar a relação interior entre o pensamento e a palavra nos estágios mais primitivos do desenvolvimento humano, Vigotsky, investigou como se dá a construção do pensamento e da linguagem. Em seus estudos, ele constatou que não existe nenhuma relação e dependência definidas entre as raízes genéticas do pensamento e da palavra.

Segundo Vigotsky (2000), a palavra é uma unidade indecomponível dos processos do pensamento e da linguagem. Assim, não podemos dizer que ela é só um fenômeno da linguagem ou só um fenômeno do pensamento. A Palavra é fundamento da linguagem e do pensamento.

Para ele, “a palavra desprovida de significado não é palavra, é um som vazio. Logo, o significado é um traço construtivo indispensável da palavra. É a própria palavra vista no seu aspecto interior. Deste modo, parece que temos todo o fundamento para considerá-la como um fenômeno do discurso... do ponto de vista psicológico o significado da palavra não é senão uma generalização ou conceito e, toda generalização, toda formação de conceitos é o ato mais específico e mais indiscutível do pensamento. Consequentemente, estamos autorizados a considerar o significado da palavra como um fenômeno do pensamento”.

Nesse sentido, no entendimento de Vigotsky, “O significado da palavra só é um fenômeno do pensamento na medida em que o pensamento está relacionado à palavra e nela materializado, e vice-versa: é fenômeno do discurso apenas na medida em que o discurso está vinculado ao pensamento e focalizado por sua luz. É um fenômeno do pensamento discursivo ou da palavra consciente, é a unidade da palavra e do pensamento”.

Em outras palavras, podemos dizer que na compreensão de Vigotsky, pensamento e linguagem são dois elos distintos e se interligam, apenas, no momento em que: eu penso o que falo e falo o que penso. Ou, falei o que pensei e pensei o que falei.


Referência:

VIGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução Paulo Bezerra. Ed. 1. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

domingo, 2 de outubro de 2011

NOTÍCIAS EDUCACIONAIS





LELO COIMBRA É O NOVO PRESIDENTE DA COMISSÃO ESPECIAL DO PNE 2011-2020
Parlamentar assume com compromisso de garantir o maior consenso possível

O deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) foi eleito o novo presidente da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020 (PL 8035/10). Ele substitui Gastão Vieira (PMDB-MA), que se licenciou para assumir o Ministério do Turismo no último dia 16.

Coimbra é médico sanitarista e já foi secretário de Educação do Espírito Santo, de 2005 a 2006. Segundo informou a Agência Câmara, ele foi o único candidato ao cargo e obteve os votos de todos os 15 parlamentares presentes na reunião da comissão. Ele assumiu o posto com o compromisso de garantir o maior consenso possível na votação do plano.

O PNE deverá ser a principal diretriz para as políticas públicas educacionais no Brasil e, para vigorar, precisa ser debatido e aprovado pelos parlamentares do Congresso Nacional e passar pela sanção presidencial. Neste momento da tramitação, os deputados e a sociedade aguardam parecer do relator Angelo Vanhoni (PT-PR).

Recursos do PIB

Vanhoni já afirmou que seu parecer deverá ser divulgado em meados deste mês. Ele também informou que seu relatório deverá propor algum número entre 7% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB), para a meta de aplicação de recursos públicos na Educação. A proposta inicial, de autoria do governo, estabelecia 7% do PIB para o setor.

Atualmente, União, estados e municípios investem, juntos, 5% do PIB em Educação. O texto do Executivo propõe a ampliação desse valor para 7% até 2020, mas entidades ligadas ao setor pedem a aplicação de 10%. Para Vanhoni, uma meta intermediária é “a ousadia possível”.

Leia mais em : http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/19179/lelo-coimbra-e-o-novo-presidente-da-comissao-especial-do-pne-2011-2020/




AUMENTO DO ANO LETIVO REQUER DEBATE SOCIAL  

                         
As recentes declarações do ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o possível aumento nos dias e/ou horas do calendário escolar da educação básica, do ponto de vista da CNTE, requerem um amplo debate com os atores educacionais (gestores, trabalhadores, estudantes, pais, acadêmicos e representantes sociais) e com o parlamento, a fim de verificar as condições pertinentes à elevação do aprendizado, objetivo primordial da proposta.

De antemão, reiteramos que a CNTE é a favor da escola integral, bem como da jornada integral dos/as educadores/as (professores/as e funcionários/as) numa só escola e em tempo e condições (profissionais e laborais) compatíveis para o bom aprendizado dos alunos.

Contudo, ao contrário do que tem sido veiculado na mídia, a CNTE não foi convidada, até o momento, pelo MEC, para debater a expansão do calendário escolar. A Confederação tomou conhecimento do assunto pela imprensa, que divulgou pesquisa encomendada pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com o Todos Pela Educação, cujo conteúdo teria motivado o MEC a abrir a discussão sobre a ampliação do ano letivo.

Sobre a referida pesquisa, a CNTE considera o seguinte:

Pauta-se na lógica da fragmentação dos conteúdos e das políticas pedagógicas, contrapondo a recente orientação do MEC de conceber a política educacional numa lógica sistêmica. Ou seja: imprudentemente, propõe a alteração do ano letivo sem agregar a discussão sobre tempos e espaços escolares, currículo, inovações tecnológicas, financiamento público, formação, salário e jornada de trabalho dos educadores. O principal argumento é o baixo custo em comparação com outras variáveis e insumos pedagógicos.

Há determinismos nas relações de tempo na escola com a proficiência dos estudantes que não possuem nenhuma base teórica, como destacou o próprio coordenador do estudo (as análises baseiam-se em eventos isolados). Um exemplo refere-se à pretensa situação em que dez dias a mais de aula no ano, mantidas as estruturas das escolas, aumentam em 44% o aprendizado dos estudantes e em sete pontos a nota no SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Também na linha da ausência de cientificidade e base social, o isolamento da variável “dias letivos” - técnica adotada pela pesquisa - não explica como a Finlândia, com 190 dias de aulas no ano, consegue manter-se à frente de vários outros países com calendário mais amplos - inclusive os demais da OCDE, que a mais de década não conseguem melhorar a qualidade da educação básica. Outra fonte questionável de comparação é o Chile, que, à luz da revolta estudantil espalhada pelo país, alcançou melhores resultados de desempenho através do elitismo educacional, ou seja, restringindo o acesso e dificultando a permanência das classes populares na escola.

O simplismo teórico aliado à indicação de menor custo financeiro enfraquece o debate sobre a importância de uma maior presença dos estudantes na escola. Além do que a pesquisa considera, erroneamente, apenas o tempo de exposição dos alunos ao conteúdo ministrado pelo/a professor/a - desconsiderando as interfaces com o ambiente e a comunidade escolar.

Sobre a questão profissional, o conceito de “bom” e “mal” professor/a, enfatizado no estudo, inclusive por resultados na proficiência dos estudantes, não é explicado sob nenhum aspecto científico. Além de não manter relação com as condições de trabalho e de valorização da carreira, essa visão (re)alimenta a crença de que a solução-chave do aprendizado estudantil reside exclusivamente na figura do/a professor/a, que sabemos ser importante. Contudo, a Conae 2010 apontou elementos estruturais intrínsecos à qualidade, como a instituição do Sistema Nacional de Educação e a implantação do Custo Aluno Qualidade, que precisam ser considerados no debate governamental da equidade e da qualidade educacional.

Embora crítica à pesquisa orientadora do MEC sobre a ampliação do ano letivo, a CNTE considera o debate de extrema importância, razão pela qual se mantém aberta ao diálogo sobre a melhoria do aprendizado escolar, seja em fóruns sociais, de governo ou do parlamento. De igual forma, a CNTE espera que esse debate seja conduzido com responsabilidade e ampla participação social, e que mantenha relação com os outros temas pendentes e afetos à qualidade da educação, como o cumprimento integral e imediato do piso salarial do magistério, a efetiva implementação da política nacional de formação dos profissionais da educação e a instituição do CAQ, que requer, necessariamente, o investimento de 10% do PIB na educação.

Disponível em:

MOMENTO POÉTICO


Meu destino é retornar...para o mar e amar 


Caminho descalça na areia
Vou devagar
Examino as pegadas
Que vou deixando
Na esperança
De alguém me encontrar...
Sinto o mar
Me chamando
Como um pai
Exigente
Mas, sigo a caminhar
Deixando pegadas
Para alguém me buscar
Antes que o mar
Me alcance
E me abrace pela beira
E me carregue inteira
O vento aparece
Apagando
Minhas pegadas
Para ninguém me achar
Quer me fazer
Entender que
Minha natureza
É água sempre
Sou sereia
Agora sei
Não devo chorar
Meu destino é
Retornar
Para o mar
O meu lugar
Para amar...

ALICE LUCONI NASSIF

RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO AOS BLOGS DE JARDIM DE PIRANHAS/RN

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROMOTORIA DA 59ª ZONA ELEITORAL
RECOMENDAÇÃO n° 018/2011

O MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL, através do órgão de execução do MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL em exercício nesta 59ª Zona, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelos artigos 129, inciso IX da Constituição Federal de 1988; 78 e 79 da Lei Complementar nº 75/93 e 64 da Lei Complementar Estadual nº 141/96 e

CONSIDERANDO incumbir ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, nos termos do artigo 127 da Constituição Federal;

CONSIDERANDO que o princípio da moralidade, cristalizado no artigo 37, caput da Constituição Federal, também se aplica às eleições, mesmo na sua fase de preparação;

CONSIDERANDO ser atribuição institucional do Ministério Público promover representações eleitorais por propaganda antecipada e a ação civil de investigação judicial eleitoral para apurar o abuso de poder nas eleições;

CONSIDERANDO que o a Lei nº 9.504/97, em seu artigo 36, estabelece ser a propaganda eleitoral permitida somente após o dia 5 de julho do ano da eleição, neste caso, a partir de 6 de julho de 2012, conforme Resolução n. 23.341/11 do Tribunal Superior Eleitoral;

CONSIDERANDO o §3º do referido artigo de lei estabelecer que a violação do disposto na mencionada norma “sujeitará o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário, à multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior”;

CONSIDERANDO o artigo 3º da Resolução nº 23.191, de 16 de dezembro de 2009 do Tribunal Superior Eleitoral estabelecer que, para as eleições de 2010, a propaganda eleitoral somente seria permitida a partir de 6 de julho de 2010, vedado qualquer tipo de propaganda política paga no rádio ou na televisão (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput e §2º);

CONSIDERANDO a Resolução nº 23.341, Instrução nº 933-81.2011.6.00.0000 – Classe 19 – Brasília – Distrito Federal, do Tribunal Superior Eleitoral, que estatui o calendário para as eleições de 2012, dispor que 6 de julho – sexta-feira, é a “data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput)” e “a partir da qual os candidatos, os partidos políticos ou as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8 horas às 24 horas (Lei no 9.504/97, art. 39, §4°)”, bem como “a partir da qual os partidos políticos registrados podem fazer funcionar, das 8 horas às 22 horas, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos (Lei nº 9.504/97, art. 39, §3º).”

CONSIDERANDO a Resolução nº 23.191/10, de 31/12/09, do Tribunal Superior Eleitoral, prescrever que “a representação relativa à propaganda irregular deve ser instruída com prova da autoria ou do prévio conhecimento do beneficiário, caso este não seja por ela responsável”, acrescentando que a “responsabilidade do candidato estará demonstrada se este, intimado da existência da propaganda irregular, não providenciar, no prazo de 48 horas, sua retirada ou regularização e, ainda, se as circunstâncias e as peculiaridades do caso específico revelarem a impossibilidade de o beneficiário não ter tido conhecimento da propaganda”;

CONSIDERANDO que o direito à livre manifestação do pensamento não é absoluto, encontrando limites na seara eleitoral, nas vedações de veiculação de propaganda eleitoral antecipada dentre outras previstas na legislação de regência;

CONSIDERANDO que constitui ato de propaganda eleitoral aquele que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a candidatura, a ação política ou as razões que levem a inferir que o beneficiário seja o mais ou menos apto para a função pública;

CONSIDERANDO, ademais, que o Ministério Público Eleitoral tomou conhecimento de que vários “Blogs”, cujos proprietários são do Município de Jardim de Piranhas-RN, vêm fazendo alusão à “pré-candidaturas” de pretensos candidatos a cargos políticos nas eleições municipais vindouras de 2012;

CONSIDERANDO, outrossim, que o “Blog do Jarles Cavalcanti” está promovendo uma enquete para escolher o pretenso candidatos a vereadores e a vice-prefeito na eleições de 2012 para o Município de Jardim de Piranhas-RN;

RESOLVE RECOMENDAR:

1. AOS PROPRIETÁRIOS DE BLOGS DO MUNICÍPIO DE JARDIM DE PIRANHAS:
1.1)  A observância do disposto na legislação eleitoral, em especial no que se refere à vedação de propaganda eleitoral extemporânea, notadamente do art. 36 da Lei das Eleições, que só permite a propaganda eleitoral a partir do dia 5 (cinco) de julho do ano da eleição.
1.2) Que se abstenham de veicular propaganda de qualquer natureza em seus “blogs”, seja de forma positiva (enaltecendo as qualidades de  pretenso candidato), seja de forma negativa (evidenciando os motivos pelos quais não de deve votar em determinada pessoa), sob pena de se caracterizar propaganda eleitoral antecipada;
1.3) Que se abstenham de mencionar a existência de “chapas” para as candidaturas vindouras nas eleições de 2012;
1.4) Que se abstenham de realizar “enquetes” para a escolha de pretensos candidatos a determinados cargos
1.5) Que publiquem na página inicial de seus “blogs” esta recomendação a qual deverá permanecer visível durante 10(dez) dias.

2. AO PROPRIETÁRIO DO BLOG “JARLES CAVALCANTI”:
2.1) Que retire, imediatamente, da página de seu “blog”, as enquetes ali existentes e que visam obter opinião dos internautas sobre quem serão os pretensos candidatos a vereadores e vice-prefeito nas eleições de 2012 neste Município, sob pena de caracterização de propaganda antecipada com a aplicação das sanções cabíveis;

Encaminhe-se a presente Recomendação para que seja publicada no Diário Oficial do Estado, bem como se remetam cópias à CGMP, ao Procurador Regional Eleitoral, ao Juiz desta zona e aos proprietários dos Blogs residentes neste Município.

Solicite-se, outrossim, a divulgação da presente Recomendação através da imprensa local (rádio FM), a fim de que surta os efeitos esperados.

Junte-se cópia desta Recomendação aos autos do Procedimento Preparatório nº 011/2011.

Jardim de Piranhas/RN, 16 de setembro de 2011.

HAYSSA KYRIE MEDEIROS JARDIM
Promotora Eleitoral da 59ª Zona

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ATÉ BREVE...

Para os que costumam acessar Maria Silva- Educação e Companhia informo que passarei um período sem publicar novas postagens. Obrigada e até breve...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SÓ PARA REFLETIR!



Escolhas

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode assumir sua individualidade, reprimir seus talentos e sonhos, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis, não sérias e bem situadas como você.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas, caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou, e portanto não há mais nada a fazer, ou a um futuro que ainda não veio, e que portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.

Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua ... E o importante, é que você sempre tem escolha. Pondere bastante ao se decidir, pois é você quem vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer.

Pondere bastante ao se decidir, pois é você quem vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer.

Autor: Luis Borges

NOTÍCIAS EDUCACIONAIS




UNIVERSIDADE E ESCOLA TÊM QUE ESTAR ALINHADAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

É preciso que as universidades estejam alinhadas com as escolas na formação dos professores da Educação Básica. Esse foi o consenso a que chegaram especialistas reunidos na sessão “Formação inicial do professor”, realizada nesta quarta-feira (14) no Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”.

Sem uma articulação entre os centros formadores e as escolas, falta aos docentes que ingressam no dia a dia das escolas preparo para a área em que vão atuar. “Os professores que fazem licenciatura têm pouco conhecimento pedagógico, e os de pedagogia têm pouco conteúdo especifico”, disse Isaac Roitman, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).



AMÉRICA LATINA FAZ ESFORÇO POR EDUCAÇÃO

ONGs lançam rede para ajudar poder público a melhorar qualidade e acesso ao ensino em vários países

Organizações não governamentais formadas por empresários, educadores e profissionais de diferentes áreas em 13 países da América Latina lançaram em Brasília, a Rede Latino-Americana de Organizações da Sociedade Civil pela Educação. Com perfis distintos, as entidades são um retrato da mobilização social para auxiliar o poder público a melhorar a qualidade e o acesso ao ensino.

Em declaração conjunta, as ONGs dizem que 23 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estão fora da escola no continente. O documento destaca que a situação tampouco é boa para quem está estudando: "A qualidade do aprendizado é muito baixa em todos os níveis e muito desigual entre grupos socioeconômicos e étnicos". 

DIDÁTICA COMO INSTRUMENTO OU FUNDAMENTO



De acordo com Libâneo (1994), entre a Pedagogia, a Didática e a Sociedade existem relações de interdependências. Nesse contexto, a função da didática é organizar o processo de ensino-aprendizagem para efetivação da ação educativa.

No desenvolvimento da prática pedagógica, o professor pode se utilizar de diferentes didáticas, levando sempre em consideração alguma teoria que aceita como válida e eficaz para conduzir o processo de ensino-aprendizagem. A didática pode servir como um fundamento da ação educativa ou, apenas, como um instrumento técnico. Logo:

Quando a ação do professor fundamenta-se numa Didática Instrumental, sua prática se dá de forma isolada; sem contextualização; a histórica; desvincula-se da problemática do “para que” e do “porque” ensinar; baseia-se no pressuposto da neutralidade científica e técnica e, reduz-se a apenas a dimensão técnica do processo de ensino-aprendizagem;


Quando a ação do professor apoia-se numa Didática Fundamental, sua prática se dá de forma contextualizada; comprometida com a libertação e com a transformação social; considera a pesquisa e a realidade do aluno; faz-se  uma mediação multidisciplinar, ou seja, leva-se em consideração o aspecto humano, técnico e político-social do processo de ensino-aprendizagem.

MOMENTO POÉTICO


Cecília Meireles

"O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"

sábado, 17 de setembro de 2011

EVOLUÇÃO CONCEITUAL DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


Fazendo um pequeno retrospecto histórico da evolução do conceito de Educação de Adultos, no plano internacional e nacional, é possível constatar que a mesma sofreu mudanças de concepções conceituais, que muitas vezes, serviram para atender a objetivos políticos e econômicos das esferas governamentais. No entanto, podemos dizer que, historicamente, surgiram diversas concepções acerca da educação de jovens e adultos e, isso tem contribuído para a evolução do seu conceito.

Assim, até a segunda guerra mundial, no plano internacional, a educação popular era concebida como extensão da educação formal. Entretanto, com a I Conferência Internacional sobre a Educação de Adultos, realizada na Dinamarca em 1949, a educação de adultos é concebida como educação moral. O que segundo Gadotti (2000), se justificou pelo fato da escola não haver conseguido evitar a barbárie da guerra, por ela não ter dado conta de formar o homem para a paz. Por isso se fazia necessário uma educação “paralela”, fora da escola, cujo objetivo seria contribuir para o respeito aos direitos humanos e para a construção de uma paz duradoura, o que seria uma espécie de educação continuada para jovens adultos mesmo depois da escola.

Já a II Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, realizada em Montreal (1963), apresenta dois enfoques diferenciados para a educação de adultos: a educação de adultos compreendida como uma continuação da educação formal e permanente e, a educação de base ou comunitária.

Na III Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, realizada em Tókio (1972), a educação de adultos volta a ser entendida como extensão da escola formal, tendo por objetivo reintroduzir jovens e adultos analfabetos, no sistema formal de educação.

A IV Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, realizada em Paris (1985), se caracterizou pela pluralidade de conceitos. Conforme Gadotti (2000, p.34):

Foram discutidos muitos temas, entre eles: alfabetização de adultos, pós-alfabetização, educação rural, educação familiar, educação da mulher, educação em saúde e nutrição, educação cooperativa, educação vocacional, educação técnica. Dessa forma, a Conferência de Paris, “implodiu” o conceito de educação de adultos.

A Conferência Mundial sobre Educação para todos, realizada em Jomtien, Tailândia, em 1990, concebe a alfabetização de jovens e adultos como a primeira etapa da educação básica, consagrando a ideia de que a alfabetização não pode ser separada das necessidades básicas de aprendizagem.

A V Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, realizada no ano de 1997 em Hamburgo (Alemanha), apresentou-se diferentemente das conferências anteriores, pois, foi estruturada através de amplos processos de consultas, preparativos e em estratégia continuada. Assim, foram realizadas, inicialmente, conferências regionais, objetivando traçar as diretrizes e metas pretendidas para a educação de jovens e adultos no cenário mundial. Diante dos debates e discussões ocorridos na conferência, foram elaborados dois documentos que apresentavam as recomendações, diretrizes e metas para esse segmento: A Declaração de Hamburgo e a Agenda para o Futuro.

A elaboração desses documentos pautou-se no desenvolvimento centrado no ser humano, entendendo que a existência de uma sociedade participativa somente será alcançada quando for segmentada no respeito aos direitos humanos. Dentro desse contexto, a educação de adultos foi entendida como uma significativa colaboradora na construção de sujeitos participativos socialmente.

Quanto ao plano nacional, até a segunda guerra mundial, a educação de adultos foi integrada à chamada educação popular. No entanto, após a segunda guerra, seguindo as tendências mundiais, a educação de adultos foi concebida basicamente como independente da educação elementar, servindo, muitas vezes, a objetivos políticos populares.

Segundo Souza (1992, p.1), no contexto nacional atual a educação de adultos pode ser compreendida como:

Uma ação voltada à escolarização de jovens e adultos trabalhadores que ou não passaram por uma instituição de ensino (oficial ou extraoficial) em tempo hábil; ou tiveram experiências curtas, geralmente fracassadas, e não consideradas, e que não se alfabetizaram de todo. Também a entendemos como a política educacional proporcionada tanto pelo poder público, quanto pelos movimentos populares (entidades sindicais, instituições de ensino, órgãos consultivos e de pesquisa, associações coletivas, ONGs, etc.) a grupos de jovens e adultos trabalhadores pouco alfabetizados.

Nessa perspectiva, compreende-se que a educação de jovens e adultos se constitui numa modalidade de ensino que está a serviço de jovens e adultos que de alguma forma desejam iniciar seus estudos no âmbito da alfabetização ou retomá-los em nível fundamental ou médio, podendo essa modalidade de ensino ser ofertada tanto pelos poderes públicos quanto por entidades não governamentais.

Referências:

GADOTTI, Moacir, ROMÃO, E. José (org). Educação de jovens e adultos: teoria, prática e propostas. 2.ed. Ver. – São Paulo, Cortez: Instituto Paulo Freire, 2000;

SOUZA, Sandra Soares de. Breve Histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Natal, UFRN, 1992.



SÓ PARA REFLETIR!



Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.

Às vezes nos falta esperança.

Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.

Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.

Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.

Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.

Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.

É a força da natureza nos chamando para a vida.

Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.

Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.

Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...

Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.

E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.

Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá. Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.

Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. 

Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.


Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.

Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.

A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.

A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

François de Bitencourt

Disponível em:  
http://www.bilibio.com.br/mensagem/926/Reflexoes+sobre+o+amor+e+a+vida.html

AUTISMO E AUTISTAS

Autismo é um Espectro  Um jeito de funcionar  Faz parte desse universo  Os que não buscam se encaixar Os que veem e sentem o outro  Entre as...